O tenente-coronel Mauro Cid , ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro (PL), pediu para deixar o Exército. A informação foi dada pelo advogado Jair Alves Ferreira, que defende o oficial, durante sustentação oral no julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal ( STF ). Ele também negou que seu cliente tenha sofrido qualquer tipo de coação no acordo de delação premiada.
Segundo o advogado, Mauro Cid pediu baixa das Forças Armadas porque “não tem mais condições psicológicas de continuar como militar”.
Antes do julgamento, a defesa de Cid afirmou, nas alegações finais do processo, que a delação teve um alto custo ao tenente-coronel, que passou a ser tratado como traidor pelos colegas de farda.
Delação premiada
Jair Alves reafirmou a validade da colaboração premiada e reforçou que não houve coação. Ele argumentou que as reclamações que vieram à tona não invalidam a delação de Cid.
“Isso aqui não é coação. Mauro Cid está reclamando da posição do delegado. Isso é direito. Nós não concordamos com o pedido de condenação do ministro [Paulo] Gonet. Mas nem por isso eu posso dizer que ele me coagiu, nem o ministro Alexandre de Moraes, nem o delegado” declarou o advogado.