O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias , afirmou na última segunda-feira (11) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende fazer uma nova indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), ainda durante o atual mandato. Em entrevista ao SBT News, o ministro descartou a possibilidade de a escolha ser deixada para o próximo governo.

“Olha a maluquice. É um presidente com cadeira eleito pelo povo. Por que o país vai ter que esperar até uma eleição e posse para poder abrir uma nova escolha?”, declarou. Wellington Dias classificou como “política menor” a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias , pelo Senado. Segundo ele, o governo considera que o presidente mantém a prerrogativa constitucional de indicar ministros para a Corte.

Foto: Lucas Dias/GP1
Ministro Wellington Dias

“É direito do presidente eleito escolher e encaminhar, no caso, ao Senado, nome para compor cortes como o Supremo. Ele vai mandar”, afirmou. Durante a entrevista, o ministro também atribuiu a derrota de Jorge Messias ao perfil do advogado, que, segundo ele, teria provocado resistência entre parlamentares.

“Jorge Messias perdeu por suas qualidades”, disse. “Quem está com medo de ter um Supremo com pessoas da qualidade de Jorge Messias?”. Dias afirmou ainda que Lula segue dialogando com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e negou qualquer intenção de confronto institucional entre os Poderes.

“Lula não é submisso, está legitimado pelo povo, então ele estará dialogando com o presidente Alcolumbre.”

Ao comentar os próximos movimentos do governo, o ministro afirmou que o presidente analisa diferentes nomes para uma nova indicação, embora ainda não exista prazo definido para a escolha.

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“Ele escolheu o melhor, o Congresso rejeitou. Agora, ele vai escolher alguém entre os melhores para indicar de novo, ele não abre mão”, declarou.

Wellington Dias também avaliou que a rejeição representou uma derrota institucional. Segundo o ministro, foi a primeira vez em mais de 130 anos que uma indicação ao STF acabou barrada pelo Senado. “A construção do governo com outros Poderes parte da harmonia, não é da guerra”, afirmou.