O ministro Sebastião Reis Júnior, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), votou pela manutenção da sentença do advogado piauiense Ney Ferraz Júnior , ex-secretário e ex-presidente do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev-DF), condenado a prisão por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro . O voto foi proferido na última terça-feira (12), quando teve início a análise do recurso de defesa.
Ney Ferraz foi sentenciado a 9 anos e 9 meses de prisão em julho de 2025 pela 1ª Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Os crimes teriam sido praticados quando ele exercia a presidência do Iprev, e são relacionados a propinas para favorecimentos em contratos.
Além do advogado piauiense, outras três pessoas foram condenadas: Emanuela Ferraz, ex-esposa de Ney Ferraz, sentenciada a 6 anos, 5 meses e 15 dias de prisão por lavagem de dinheiro; Jefferson Nepomuceno Dutra, ex-diretor de Investimentos do Iprev, condenado a 3 anos e 4 meses de prisão por corrupção passiva; e Rivaldo Ferreira de Souza e Silva, ex-sócio-administrador da Grid Investimento, sentenciado a 3 anos e 4 meses de prisão por corrupção ativa.
Análise do recurso
O recurso da defesa de Ney Ferraz está sendo analisado na Sexta Turma do STJ, e foi suspensa após pedido de vista do ministro Carlos Pires Brandão.
Segundo a colunista Isadora Teixeira, do Metrópoles, o ministro Sebastião Reis Júnior, relator da apelação, afirmou que as provas reunidas ao longo do processo “são consistentes e robustas” e justificam a condenação.