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Ministra avalia que inclusão produtiva é dever do Estado para a efetivação do Brasil Sem Miséria

Tereza Campello, do MDS, apresentou as estratégias do plano em audiência na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados

As ações de inclusão produtiva são o principal foco no início da implantação do Plano Brasil Sem Miséria, conforme avaliou a ministra Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), em audiência nesta quinta-feira (24), na Câmara dos Deputados, em Brasília. "Nossa avaliação é que com crescimento econômico, somente, as pessoas não terão oportunidades. O Estado precisa tomar a frente e atuar. É isso que o plano propõe em seu eixo de inclusão produtiva", explicou.

A ministra apresentou o Brasil Sem Miséria na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara. Presidida pelo deputado Saraiva Felipe (PMDB/MG), a sessão debateu os principais pontos das estratégias explicadas.

A ministra Tereza Campello apresenta o Plano Brasil Sem Miséria na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, ao lado do presidente da comissão, deputado Saraiva Felipe (PMDB/MG), e a da deputada Benedita da Silva (PT/RJ)

"A importância dessa comissão para debater assuntos da área de desenvolvimento social pode ser agora plenamente executada com o Plano Brasil Sem Miséria, uma vez que o Brasil tem obtido avanços nas estratégias de combate à pobreza", lembrou Saraiva Felipe.

Ao apresentar as principais estratégias do Brasil Sem Miséria, a ministra lembrou a importância da caminhada conjunta nas áreas de assistência social, saúde, educação e emprego para consolidar as ações de maior impacto. "O Brasil Sem Miséria reflete as necessidades do Brasil de hoje, de um país que cresce e se desenvolve, mas que é capaz de reconhecer todas as suas deficiências", alertou.

Tereza Campello informou que até o fim de 2014 o plano pretende capacitar um milhão de pessoas em todo o País. “A ideia é garantir que todo mundo que já possua seu pequeno negócio possa ser capacitado e, principalmente, formalizado, pois é essa a única maneira de o pequeno empreendedor obter apoio."

Agenda – Respondendo aos questionamentos levantados pelos parlamentares, a ministra avaliou demandas específicas, como as da população infantil, de idosos, deficientes e combate às drogas. "Melhorar a agenda do Brasil Sem Miséria e expandir suas ações para as demais áreas é um dos desafios não apenas do MDS, mas do Governo Federal como um todo", reconheceu.

A deputada Benedita da Silva (PT/RJ), membro da comissão e presidente substituta da mesa, elogiou a atuação do MDS no enfrentamento da extrema pobreza e comentou a importância da atuação do Sistema Único de Assistência Social (Suas) como braço direito da implantação do plano. "O Brasil Sem Miséria nos faz crer que agora temos, de fato, uma política pública, e não apenas um programa de governo. O Suas desempenha papel preponderante na consolidação das políticas públicas de desenvolvimento e assistência social", encerrou.

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