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Pesquisadores da UFRJ identificam nova espécie de roedor

O goytacá vive afastado dos grandes centros urbanos em matas com aspecto de cerrado, com solo arenoso, clima quente e vegetação de menor porte.

Em primeiro momento, até parece um rato doméstico, mas é uma nova espécie de roedor. Foram três anos de estudo, desde a identificação até a conclusão de que de fato, o animal nunca tinha sido catalogado antes.

O goytacá vive afastado dos grandes centros urbanos em matas com aspecto de cerrado, com solo arenoso, clima quente e vegetação de menor porte. Até agora, ele já foi encontrado em diversos municípios do litoral norte do Rio de Janeiro.

O roedor é pode ser visto em maior quantidade no Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, em Macaé, uma área de 15 mil hectares de preservação ecológica. Uma das coisas boas da área é o fruto da juruba, árvore que dá nome ao parque e é ótima fonte de alimento do goytacá.

A descoberta foi por acaso. Em 2008, os cientistas faziam um estudo para catalogar as espécies de mamíferos existentes na região e tiveram a surpresa. Desde então, a cada dois meses, os biólogos espalham 60 armadilhas pela mata para seguir com as pesquisas.

Eles já descobriram que o ratinho costuma habitar áreas abertas da restinga. A espécie é muito encontrada em moitas formadas ao redor da árvore chamada clúsia, mas como o animal não anda só pelo chão, as armadilhas também foram colocadas no alto das árvores.

A nova espécie tem um parentesco muito próximo com outras que vivem no cerrado brasileiro.

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