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Responsável por agência dos EUA visita aterro no Rio de Janeiro

Ao desembarcar de uma van no topo do aterro de 60 metros de altura, Lisa sacou o seu Ipad para tirar fotos do local, tomado por urubus.

O Aterro Metropolitano de Jardim Gramacho, no Rio de Janeiro, que recebe 8 mil toneladas de lixo por dia, foi visitado hoje pela engenheira Lisa Jackson, responsável pela Agência de Proteção Ambiental dos EUA. Construído durante a ditadura militar em cima de um manguezal e à margem da Baía de Guanabara e dos rios Sarapuí e Iguaçu, é o maior lixão da América Latina.

Ao desembarcar de uma van no topo do aterro de 60 metros de altura, Lisa sacou o seu Ipad para tirar fotos do local, tomado por urubus. Ela conversou com catadores de material reciclável e recebeu uma carta de Simone Souza, de 38 anos, que manifestou sua preocupação com o futuro dos trabalhadores após o fechamento do aterro.

Localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, o lixão começou a operar em 1977 e está saturado. Sua desativação é uma promessa antiga da prefeitura, que foi mais uma vez adiada, agora para meados de 2012. Na nova Central de Tratamento de Resíduos (CTR), em Seropédica, que já recebe cerca de mil toneladas de lixo diariamente, não é permitido o trabalho de catadores.

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