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Ladrões roubam volume raro de livro do Instituto de Botânica de São Paulo

Bandidos roubaram o "Flora Fluminensis" no lugar do "Flora Brasiliensis"; polícia já tem retrato falado.

Imagens do circuito interno de vigilância e dois retratos falados são as primeiras pistas que a polícia tem para chegar aos responsáveis pelo roubo de 15 volumes de livros do Instituto de Botânica do Estado de São Paulo. O assalto aconteceu na quinta-feira à tarde e é investigado pela 3.ª Delegacia do Patrimônio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

Em 12 de julho, o delegado Fábio Scliar, da Polícia Federal no Rio de Janeiro, informou à diretora do Instituto de Botânica, Vera Bononi, que uma escuta flagrou presos determinando o roubo de Sertum Palmarum, tomos 1 e 2, de Barbosa Rodrigues (1903-06), Florae Chilensis et Peruvian (obra do século 18) e três volumes do Flora Brasiliensis. O Flora Fluminensis foi levado na quinta possivelmente por engano - confundiram com o Flora Brasiliensis.

American Birds, de Alexander Wilson (1802), Atlas da Guyana Francesa e Brazilian Birds, de John Gould (1830-40), são outros três livros na mira dos criminosos, porém não foi informado pela Polícia Federal onde se encontram.

Imagem: ReproduçãoClique para ampliarLivro que deveria ter sido levado era o Livro que deveria ter sido levado era o "Flora Brasiliensis"
Em 27 de julho, foram sugeridas pela responsável pela biblioteca, Maria Helena Gallo, melhorias no sistema de segurança, como instalação de câmeras, cortinas, sensores de presença e um vigia no saguão - no momento do crime, não havia ninguém lá.

Investigação. Seis pessoas foram ouvidas ontem e descreveram os criminosos. Um dos ladrões, que fez a primeira abordagem, desarmado, é apontado como sendo louro, entre 22 e 25 anos, olhos claros, magro, e cerca de 1,67 metro. O outro é pardo, tem olhos pretos, cerca de 1,77 metro e entre 35 e 40 anos. Das seis câmeras instaladas no local, apenas duas conseguiram flagrar a ação dos dois bandidos.

O terceiro criminoso ficou dentro do carro, um Focus Prata. Chama a atenção nos vídeos a facilidade como eles chegaram até a biblioteca. Não tiveram placa do carro nem nome anotados. Na saída, renderam facilmente dois vigias, e ainda levaram os revólveres deles. Não usaram violência física para isso, apenas pressão psicológica.

Para o delegado responsável pelo caso, Fábio Bolzani, não há dúvida de que foi um crime encomendado. "Já acionamos diversos órgãos públicos para que auxiliem na localização."

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