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Perito que investiga queda do monomotor no aeroporto presta esclarecimentos em coletiva de imprensa

"Com certeza o fogo irá dificultar nossas investigações, porque o fogo consumiu os destroços do monomotor na queda, por conta disso ficará mais difícil levantar provas", esclarece o perito.

 Na tarde dessa terça-feira (17), o perito coronel José Roberto Mendes da Silva, assessor da Seção de Investigação do Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA) e representante do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), prestou esclarecimentos durante coletiva de imprensa no auditório do Aeroporto de Teresina Petrônio Portela, sobre a queda do avião Skylane na noite de ontem.

Imagem: Foto: Amanda Nolêto/ GP1Perito José Roberto Mendes da Silva esclarece dúvidas sobre as investigações da queda do avião Skylane.(Imagem:Foto: Amanda Nolêto/ GP1)Perito José Roberto Mendes da Silva esclarece dúvidas sobre as investigações da queda do avião Skylane.

O perito responsável pela investigação de acidentes de vôos, explicou que ainda não teve oportunidade para se aprofundar sobre a queda do monomotor, mas que de imediato já presta esclarecimentos sobre o que irá dificultar nas investigações. “Com certeza o fogo irá dificultar nossas investigações, porque o fogo consumiu os destroços do monomotor na queda, por conta disso ficará mais difícil levantar provas para a investigação”.

José Roberto aproveitou a coletiva para esclarecer alguns pontos sobre a investigação desse tipo de acidente aeronáutico. “Quando realizamos a investigação, procuramos identificar se há a existência de alguma falha na fabricação desses aviões, porque caso tenha alguma falha de fabricação, já encaminhamos para que sejam realizadas as devidas correções, dessa forma já realizamos a prevenção de futuros acidentes de vôo”.

Questionado sobre a presença de mais de um aluno no vôo, o perito foi enfático ao responder que não é recomendável, mas também não é ilegal. “Segundo a legislação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) é ideal, durante esses vôos de monomotor, o piloto e um aluno. No caso do acidente de ontem, havia quatro pessoas a bordo, o que não é recomendado, mas também não é ilegal. A ANAC permite a presença de mais de um aluno, não há restrições”.

O perito José Roberto irá realizar as primeiras diligências da investigação em Teresina, que deverá ser concluído no prazo de, no mínimo, um ano. Segundo o perito, as investigações não ficarão restritas a Teresina. “Haverá investigação no aeroclube de Fortaleza, nossa equipe irá investigar a situação atual de vôo do aeroclube, vamos realizar entrevistas para avaliar o perfil do piloto, enfim vamos levar em consideração vários fatores e a investigação vai muito além das pesquisas aqui em Teresina”.

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