Nenhuma das principais bacias hidrográficas de São Paulo tem plano de contigência para eventos críticos como o vivido hoje pelo Sistema Cantareira, isso mesmo com previsões de possíveis cenários de escassez
Segundo o documento do Plano Diretor de Recursos Hídricos da Macrometrópole, a necessidade de planejamento prévio para situações de emergência - secas ou cheias - está prevista na lei federal da Política Nacional de Saneamento, de 2007.
Através do estudo, foi traçado um diagnóstico da oferta de água formada por 180 cidades ao redor da capital, além de apresentar propostas para suprir o aumento da demanda até 2035 e também avaliou os planos das oito bacias que compreendem as Regiões Metropolitanas de São Paulo e Campinas, Baixada Santista, Vale do Paraíba, Vale do Ribeira, Sorocaba e litoral norte, onde reside 74% da população do Estado. Entre elas, estão a do Alto Tietê, e a dos Rios Piracicaba, Capivari, Jundiaí (PCJ), que dividem a água do Cantareira.
"Em função do crescimento das demandas, todos os planos preveem o agravamento das condições da oferta hídrica e alertam para a possibilidade de ocorrência de situações de escassez de água. No entanto, não estabelecem medidas específicas para serem administradas na ocorrência de eventos críticos", afirma o documento. "As únicas ações constantes nos planos referem-se a medidas preventivas, como o uso racional da água, gestão de demanda e o reúso", diz o estudo.
Gestores públicos da área de recursos hídricos e das cidades da região e entidades da sociedade civil, compõe comitês para criar os planos de bacias. De acordo com o especialista em Hidrologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Antônio Carlos Zuffo, a ausência de um repertório com ações de emergência previamente definido e integrado entre os municípios e as concessionárias de saneamento dá margem para que decisões políticas se sobreponham às medidas técnicas.
De acordo o Plano Diretor, a Bacia do PCJ, que compreende a região de Campinas, existe um programa de Prevenção e Defesa Contra Eventos Hidrológicos Extremos, porém "nenhuma das ações propostas corresponde ao detalhamento especificamente voltado a um plano de contingência".
Já no caso do Alto Tietê, onde fica a Grande São Paulo, o plano aponta o problema da escassez hídrica, mas não indica medidas de emergência em caso de colapso. Com informações do Estadão.
Segundo o documento do Plano Diretor de Recursos Hídricos da Macrometrópole, a necessidade de planejamento prévio para situações de emergência - secas ou cheias - está prevista na lei federal da Política Nacional de Saneamento, de 2007.
Imagem: Divulgação
Bacias hidrográficas de São Paulo não têm plano de contigência para falta dágua.
Bacias hidrográficas de São Paulo não têm plano de contigência para falta dágua.Através do estudo, foi traçado um diagnóstico da oferta de água formada por 180 cidades ao redor da capital, além de apresentar propostas para suprir o aumento da demanda até 2035 e também avaliou os planos das oito bacias que compreendem as Regiões Metropolitanas de São Paulo e Campinas, Baixada Santista, Vale do Paraíba, Vale do Ribeira, Sorocaba e litoral norte, onde reside 74% da população do Estado. Entre elas, estão a do Alto Tietê, e a dos Rios Piracicaba, Capivari, Jundiaí (PCJ), que dividem a água do Cantareira.
"Em função do crescimento das demandas, todos os planos preveem o agravamento das condições da oferta hídrica e alertam para a possibilidade de ocorrência de situações de escassez de água. No entanto, não estabelecem medidas específicas para serem administradas na ocorrência de eventos críticos", afirma o documento. "As únicas ações constantes nos planos referem-se a medidas preventivas, como o uso racional da água, gestão de demanda e o reúso", diz o estudo.
Gestores públicos da área de recursos hídricos e das cidades da região e entidades da sociedade civil, compõe comitês para criar os planos de bacias. De acordo com o especialista em Hidrologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Antônio Carlos Zuffo, a ausência de um repertório com ações de emergência previamente definido e integrado entre os municípios e as concessionárias de saneamento dá margem para que decisões políticas se sobreponham às medidas técnicas.
De acordo o Plano Diretor, a Bacia do PCJ, que compreende a região de Campinas, existe um programa de Prevenção e Defesa Contra Eventos Hidrológicos Extremos, porém "nenhuma das ações propostas corresponde ao detalhamento especificamente voltado a um plano de contingência".
Já no caso do Alto Tietê, onde fica a Grande São Paulo, o plano aponta o problema da escassez hídrica, mas não indica medidas de emergência em caso de colapso. Com informações do Estadão.
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