Nesta terça-feira (8) um estudante de direito da Universidade de São Paulo relatou que foi vítima de um suposto casa do racismo dentro do campus de Ribeirão Preto (SP). O estudante temia ser moro pelo homem que o perseguiu depois de xingá-lo, no sábado (5).
"Quando vi que ele pegou a arma, passou um filme na minha cabeça. Pensei: "Vou ser mais um que vai morrer à toa, minha mãe vai vir me buscar dentro da faculdade, mas, em vez de me buscar formado, vai me buscar dentro de um caixão", contou o jovem de 21 anos, que preferiu não ser identificado.
Um inquérito foi aberto nesta terça-feira pela Polícia Civil para apurar o caso que foi registrado como injúria racial e ameaça. O suspeito foi identificado e deve prestar depoimento ainda nesta tarde.
Para a polícia o estudante disse que caminhava por uma via do campus acompanhado de dois grupos de colegas, por volta das 13 h de sábado. O grupo seguia em fila próximo à guia, pois não tinha calçada no local.
Os amigos perceberam a aproximação de um veículo em alta velocidade, quando o jovem teria tentado desviar do carro e bateu a mão de propósito no retrovisor, que se fechou. "Dei um pulo para o lado e bati no retrovisor como um sinal de aviso, dizendo que ele [o motorista] quase atropelou a gente", contou o jovem. O jovem chegou a dizer para os amigos que o motorista poderia voltar. "Falei que ele deveria voltar, porque bati no retrovisor, foi quando ele voltou e começou a me xingar", lembra.
Segundo o depoimento do aluno da USP, o motorista do veículo o teria chamado de "macaco", "vagabundo" e "sujo". O rapaz conta que o homem saiu do carro com uma arma na mão. "Eu vi que ele tirou do meio da perna uma pistola e apontou a arma. Nessa hora, eu saí correndo."
Assustado, o jovem relatou à polícia que tentou se esconder em um matagal, mas foi perseguido pelo motorista do carro, que gritava frases como "Agora você corre, seu preto" e "Macaco que corre pro mato". Durante a fuga, o rapaz caiu no chão e ralou o ombro. O jovem relatou ainda que o homem foi até a moradia estudantil depois da ocorrência.
Testemunhas relataram à polícia que o suspeito seguiu com o carro até o Hospital das Clínicas da cidade, onde uma mulher desembarcou. O homem foi identificado após investigações feitas pelo 3° Distrito Policial, onde o caso foi registrado. Com informações do G1.
"Quando vi que ele pegou a arma, passou um filme na minha cabeça. Pensei: "Vou ser mais um que vai morrer à toa, minha mãe vai vir me buscar dentro da faculdade, mas, em vez de me buscar formado, vai me buscar dentro de um caixão", contou o jovem de 21 anos, que preferiu não ser identificado.
Um inquérito foi aberto nesta terça-feira pela Polícia Civil para apurar o caso que foi registrado como injúria racial e ameaça. O suspeito foi identificado e deve prestar depoimento ainda nesta tarde.
Para a polícia o estudante disse que caminhava por uma via do campus acompanhado de dois grupos de colegas, por volta das 13 h de sábado. O grupo seguia em fila próximo à guia, pois não tinha calçada no local.
Imagem: Felipe Turioni/G1
Jovem é ameaçado e vítima de racismo na USP.
Jovem é ameaçado e vítima de racismo na USP.Os amigos perceberam a aproximação de um veículo em alta velocidade, quando o jovem teria tentado desviar do carro e bateu a mão de propósito no retrovisor, que se fechou. "Dei um pulo para o lado e bati no retrovisor como um sinal de aviso, dizendo que ele [o motorista] quase atropelou a gente", contou o jovem. O jovem chegou a dizer para os amigos que o motorista poderia voltar. "Falei que ele deveria voltar, porque bati no retrovisor, foi quando ele voltou e começou a me xingar", lembra.
Segundo o depoimento do aluno da USP, o motorista do veículo o teria chamado de "macaco", "vagabundo" e "sujo". O rapaz conta que o homem saiu do carro com uma arma na mão. "Eu vi que ele tirou do meio da perna uma pistola e apontou a arma. Nessa hora, eu saí correndo."
Assustado, o jovem relatou à polícia que tentou se esconder em um matagal, mas foi perseguido pelo motorista do carro, que gritava frases como "Agora você corre, seu preto" e "Macaco que corre pro mato". Durante a fuga, o rapaz caiu no chão e ralou o ombro. O jovem relatou ainda que o homem foi até a moradia estudantil depois da ocorrência.
Testemunhas relataram à polícia que o suspeito seguiu com o carro até o Hospital das Clínicas da cidade, onde uma mulher desembarcou. O homem foi identificado após investigações feitas pelo 3° Distrito Policial, onde o caso foi registrado. Com informações do G1.
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