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Modelo brasileira é presa na China acusada de trabalhar ilegalmente

Amanda Griza é a única brasileira entre 60 modelos presas no país asiático. Após contato com consulado e embaixada, pais aguardam notícia.

A família da modelo gaúcha Amanda Griza, 19 anos, aguarda com ansiedade notícias da jovem, única brasileira entre 60 modelos internacionais presas desde 8 de maio na China por trabalhar ilegalmente. Os pais, o casal de empresários Edson e Helena Griza, proprietários de um salão de beleza em Camboriú, Santa Catarina, garantem que ela entrou no país com um visto de negócios, e que nenhum dos três pensava que a atividade seria ilícita.

Imagem: Edson Griza/Arquivo PessoalClique para ampliarNatural de Osório e com a família radicada em Balneário Camboriú, Santa Catarina, Amanda trabalhava desde fevereiro na China.(Imagem:Edson Griza/Arquivo Pessoal)Natural de Osório e com a família radicada em Balneário Camboriú, Santa Catarina, Amanda trabalhava desde fevereiro na China.
"A vítima da história é minha filha", lamenta Edson. "No consulado de São Paulo, ela preencheu papéis dizendo que entraria na China para trabalhar como modelo. Nunca se imaginou que isso poderia acontecer", afirmou.

A mãe, Helena, concorda. "Nos consideramos vítimas", afirma. "Ela foi selecionada para uma temporada de quatro meses e eles mandaram um pedido de visto de negócio. Até a coisa acontecer, achávamos que isso tudo era legal. Ela também achava. Não acredito que minha filha iria para lá correndo esse risco", afirmou.

A modelo trabalhou no México, onde conheceu um brasileiro que intermediou um contato com a agência de modelos M1. Surgiu a oportunidade de trabalhar na China, o que causou contrariedade no pai. "Eu disse que é um país comunista, era complicado", recorda Edson.

No dia 8 de maio, quinta-feira da semana passada, policiais chineses simularam uma seleção de modelos e prenderam 60 estrangeiras, entre elas Amanda. No último contato que teve com a família, ela usou um aplicativo do telefone celular para contar, pela internet, o que estava acontecendo.

Através de informações com colegas de Amanda, a família esperava por 24h até que a gaúcha fosse solta. Passados 24h, o prazo aumentou para 72h. Assustados com a situação, os pais conseguiram contato com uma vice-cônsul, que conversou com as autoridades e visitou a modelo.

A visita aconteceu durante a madrugada desta quarta (15), quando a vice-cônsul brasileira entregou à modelo uma carta enviada por e-mail pela mãe. "Ela disse que a Amanda chorou muito e estava muito emocionada, estava rezando para que tudo isso acabasse logo", relatou.

A representante brasileira na China contou que seria instaurado um processo que pode se estender por 30 dias. No entanto, segundo Helena, "era para ficarmos tranquilos, porque eles estavam fazendo tudo o possível para tirar minha filha de lá antes disso". A mãe ainda espera pela chance de conversar por telefone com a filha, também solicitada pela vice-cônsul.

Já durante o dia, a família recebeu um contato da Embaixada da China no Brasil pedindo informações sobre o caso. Após relatar o que aconteceu, a família aguarda um retorno nesta quinta. Enquanto isso, Edson e Helena seguem ansiosos por um desfecho para o caso. "Estamos com o coração em pedaços", diz o pai.
Com informações do G1

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