Nesta quarta-feira (22), o administrador Camilo Gornati, disse durante o seu depoimento para o juiz Sérgio Moro, que os servidores do sistema que controlavam o pagamento de propinas da empreiteira Odebrecht, que foi descoberto durante investigações da Lava Jato, ficavam hospedados na Suíça, e estavam na ativa até o mês passado.
O administrador era responsável por criar novos logins e senhas para funcionários da Odebrecht ficarem por dentro do sistema. Além disso, Gornati chegou a viajar para Salvador para instruir duas funcionárias da empresa a usar o programa. Maria Lúcia Tavares e Angela Palmeira Ferreira, que foram instruídas em Salvador foram detidas durante a 23ª fase da Lava Jato.
De acordo com a Folha de São Paulo, o administrador afirmou que os datacenters do sistema estavam na Suíça principalmente por "questão de segurança". "Seria um dos melhores datacenters do mundo", disse.
Ainda de acordo com Gornati, o Drousys foi utilizado só até 2014, depois foi criado um novo portal onde as informações do primeiro sistema foram passadas para o segundo. Após alguns meses, o Ministério Público da Suíça bloqueou o acesso ao primeiro datacenter.
Já o segundo datacenter só foi desativado no "mês passado ou retrasado", também a pedido do Ministério Público da Suíça. "Estava funcionando até então, mas com pouquíssima utilização, até onde eu sei", finalizou.
O administrador era responsável por criar novos logins e senhas para funcionários da Odebrecht ficarem por dentro do sistema. Além disso, Gornati chegou a viajar para Salvador para instruir duas funcionárias da empresa a usar o programa. Maria Lúcia Tavares e Angela Palmeira Ferreira, que foram instruídas em Salvador foram detidas durante a 23ª fase da Lava Jato.
Imagem: Globo
Odebrecht mantinha sistema de pagamento de propina na Suíça
Segundo Gornati, cada usuário do sistema Drousys tinha acesso a uma conta de e-mail que circulava apenas internamente, e por esse e-mail que funcionários da Odebrecht conversavam para saber como os repasses das propinas seriam feitos.
Odebrecht mantinha sistema de pagamento de propina na Suíça De acordo com a Folha de São Paulo, o administrador afirmou que os datacenters do sistema estavam na Suíça principalmente por "questão de segurança". "Seria um dos melhores datacenters do mundo", disse.
Ainda de acordo com Gornati, o Drousys foi utilizado só até 2014, depois foi criado um novo portal onde as informações do primeiro sistema foram passadas para o segundo. Após alguns meses, o Ministério Público da Suíça bloqueou o acesso ao primeiro datacenter.
Já o segundo datacenter só foi desativado no "mês passado ou retrasado", também a pedido do Ministério Público da Suíça. "Estava funcionando até então, mas com pouquíssima utilização, até onde eu sei", finalizou.
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