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Morre o cineasta Breno Silveira, diretor de '2 Filhos de Francisco'

O diretor ficou conhecido também por seu trabalho em Gonzaga: De Pai Para Filho e Entre Irmãs.
Por Estadão Conteúdo

O cineasta Breno Silveira morreu neste sábado, 14, aos 58 anos de idade. Ele vinha gravando o filme Dona Vitória deste o último dia 1º, em Limoeiro, no interior de Pernambuco. O diretor ficou conhecido por seu trabalho em filmes como 2 Filhos de Francisco, Gonzaga: De Pai Para Filho e Entre Irmãs.

Breno Silveira começou no mundo do cinema ainda muito novo. Costumava lembrar seu primeiro trabalho no filme Bete Balanço (1984), como assistente de fotografia. Entre seus primeiros trabalhos de destaque, foi diretor de fotografia de Carlota Joaquina, de Carla Camurati, que deu início ao período conhecido como Retomada do cinema brasileiro, em 1995.

Como diretor, a estreia veio em 2 Filhos de Francisco. Um dos pontos altos de sua carreira, o filme biográfico da dupla Zezé Di Camargo e Luciano e seu pai, que dá nome à produção, lançado em 2005, foi o escolhido para ser o filme brasileiro a disputar o Oscar, apesar de não ter chegado às etapas finais. Posteriormente, Breno chegou a ser o encenador de um musical no teatro baseado na história.

Depois do estrondoso sucesso, deu mais um passo na função com Era Uma Vez... (2008), que abordava um romance entre um jovem de uma favela carioca e uma moradora da parte rica do Rio, uma espécie de Romeu e Julieta fluminense e moderno. O filme começava em alto nível, mas tinha um desfecho anticlimático. "Eu sou assim. Começo muito bem e depois não sei terminar", brincava Breno em entrevista ao Estadão. "Sou pura emoção", completava.

Em 2012, veio Gonzaga: De Pai Para Filho, que mostrou a primazia do diretor em filmes sobre paternidade. Desta vez, retratando o rei do baião, interpretado por Land Vieira (juventude), Chambinho do Acordeão (vida adulta) e Adélio Lima (mais velho). "Nem dez filmes conseguiriam dar conta de Gonzaga. Ele é muio grande, como homem e artista. Espero não decepcionar", dizia. Não decepcionou.

Mais ou menos na mesma época, lançou também À Beira do Caminho (2012), inspirado nas canções de Roberto Carlos. O longa lembra uma "trajetória inversa" do clássico Central do Brasil, em que o caminhoneiro João (João Miguel) recolhe o menino Duda (Vinicius Nascimento) e lhe dá uma carona até São Paulo, onde espera encontrar o pai - novamente o tema da paternidade. Uma tragédia pessoal, a morte da esposa de Breno, acabou atrasando a edição do longa, que falava sobre perdas e se tornou difícil para ser revisto pelo diretor.

O último longa em que estava trabalhando, Dona Vitória, marcaria o retorno de Fernanda Montenegro ao cinema, depois de muito tempo trabalhando apenas na TV. Com roteiro de Paula Fiuza, a história retrata a vida de uma aposentada alagoana que desmontou uma quadrilha carioca de traficantes e policiais por meio de filmagens feitas da janela do seu prédio, em Copacabana.

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