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Paraná quer mais escolas cívico-militares após Lula cortar o programa

A vontade do governador vai de encontro à decisão do Governo Lula de encerrar escolas cívico-militares.

O governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD-PR), quer tornar mais 127 colégios estaduais em escolas cívico-militares em 2024. Para isso, o chefe do Executivo paranaense pretende realizar uma consulta pública, através da Secretaria de Educação, para ouvir a comunidade escolar sobre o assunto. A vontade do mandatário vai contra a decisão do Ministério da Educação do Governo Lula, que decidiu descontinuar o programa de fomento a esse tipo de escola.

Quando o Governo Federal anunciou o início do processo de extinção total das escolas cívico-militares, em junho de 2023, Ratinho Júnior deixou claro que manteria o projeto no Estado que comanda. A inspiração do governador foi o projeto criado em Jair Bolsonaro, em 2020.

Foto: Reprodução/Redes SociaisGovernador Ratinho Junior dobra a aposta e quer mais escolas cívico-militares no Paraná
Governador Ratinho Junior dobra a aposta e quer mais escolas cívico-militares no Paraná

Na ocasião da decisão de âmbito federal, o Estado do Paraná assumiu as 12 instituições federais que atuavam no território e, com isso, administra 206 colégios no modelo cívico-militar atualmente.


A votação da comunidade escolar paranaense que decidirá se mais 127 unidades devem atuar sob esse modelo, ou não, está prevista para os dias 28 e 29 de novembro.

Características básicas de um colégio cívico-militar

Em uma escola cívico-militar, a gestão é compartilhada entre a Secretaria de Educação e a de Segurança Pública. Desse modo, a parte pedagógica fica sob a responsabilidade de pedagogos e de profissionais de Educação, enquanto a gestão administrativa e de conduta ficam com os militares ou profissionais da área de segurança. Além disso, contam com uniformes específicos e com a presença de monitores ligados ao "Corpo de Militares Estaduais Inativos Voluntários" na escola.

Outro diferencial da escola cívico-militar é a carga horária curricular, que conta com aulas extras de Português e de Matemática, além de aulas de Civismo e Cidadania.

Algumas escolas cívico-militares podem, ainda, oferecer treinamento militar, como marchas, formaturas e exercícios físicos. Esse treinamento pode variar em intensidade, dependendo da escola e do país.

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