O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) denunciou 20 pessoas flagradas adulterando bebidas em um galpão localizado em Ferraz de Vasconcelos, na Região Metropolitana de São Paulo. As prisões preventivas dos 11 homens e das 9 mulheres envolvidas já foram decretadas pela Justiça.
Durante a operação, realizada por policiais civis, foram apreendidos rótulos e tampas de diversas marcas conhecidas de cerveja, prensas manuais, barris de chope vazios, cilindros de gás e uma impressora.
Crimes
De acordo com o promotor de Justiça Felipe Ribeiro Santa Fé, os denunciados devem responder por associação criminosa e falsificação de produto destinado ao consumo.
No imóvel, situado na Avenida do Paiol, bairro Chácara, as equipes encontraram uma estrutura completa para falsificação, com grande quantidade de insumos e bebidas adulteradas. Segundo o MPSP, havia “clara divisão de tarefas, demonstrando a estabilidade e permanência da associação criminosa, bem como a gravidade concreta das condutas e o risco de reiteração delitiva”.
A diligência ocorreu no dia 23 de setembro, e a denúncia foi formalizada em 30 de setembro.
Casos de metanol e novas prisões
O caso ocorre em meio à série de investigações sobre adulteração de bebidas com metanol no estado. De acordo com o Ministério da Saúde, já foram registrados 192 casos de intoxicação em 26 cidades paulistas.
O governo de São Paulo divulgou, nesta segunda-feira (6), um novo balanço da força-tarefa que apura o caso. Na última semana, 22 pessoas foram presas.
Entre os detidos, oito foram presos na capital e os demais no interior: dois em Americana, quatro em Jundiaí, dois em Matão e um em Jacareí. Outros quatro suspeitos foram localizados em Santo André, na Região Metropolitana de São Paulo.
Francielle Barroso
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