Um dos emails atribuídos ao milionário norte-americano Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais, cita uma suposta ligação entre o financista e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teria sido intermediada pelo linguista Noam Chomsky. A informação é do Metrópoles.
Em nota, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) negou que o contato tenha ocorrido. O e-mail faz parte do conjunto de mais de 20 mil páginas de documentos divulgados nesta semana por um comitê do Congresso dos Estados Unidos. O material reúne mensagens trocadas entre Epstein e diversas personalidades, incluindo sua ex-parceira Ghislaine Maxwell, atualmente presa por tráfico sexual, e o escritor Michael Wolff, autor de livros sobre Donald Trump.
A mensagem sobre Lula é curta e não detalha o teor do suposto diálogo. Em inglês, Epstein escreveu: “Chomsky me ligou com o Lula. Da prisão. Que mundo.”
A Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes publicou os e-mails como parte de uma investigação mais ampla sobre a rede de contatos do financista, que morreu em 2019.
Secom nega ligação
Procurada pelo Metrópoles, a Secom afirmou que a versão apresentada no e-mail não corresponde à realidade. “Essa informação não procede. A citada ligação telefônica nunca aconteceu”, respondeu o órgão.
Coincidência com visita de Chomsky
A referência a Lula coincide com a data em que Noam Chomsky visitou o então ex-presidente na prisão, em 20 de setembro de 2018, na sede da Polícia Federal em Curitiba, onde o petista cumpria pena. No dia seguinte — 21 de setembro — consta o e-mail de Epstein.
Na ocasião, Chomsky se manifestou publicamente em defesa de Lula, descrevendo-o como “líder mundial respeitado” e “símbolo de esperança para o Sul global”.
Relação entre Chomsky e Epstein
Noam Chomsky manteve relacionamento pessoal com Epstein, assim como outras figuras públicas. O linguista aparece em registros de voo do empresário e, segundo veículos da imprensa norte-americana, chegou a solicitar sua ajuda para transferir US$ 270 mil de uma conta que pertencia à sua esposa falecida.
Carolina Matta
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