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“Moraes quer matar Bolsonaro”: veja reações de parlamentares à prisão de Bolsonaro

Deputados afirmaram que a detenção representa perseguição política e questionaram a legalidade da medida.

Parlamentares aliados de Jair Bolsonaro (PL) reagiram com críticas à prisão preventiva do ex-presidente, cumprida pela Polícia Federal na manhã deste sábado (22), em Brasília. Segundo relatos, viaturas descaracterizadas chegaram ao condomínio onde Bolsonaro reside por volta das 6h, e, após o cumprimento da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, o ex-mandatário foi levado à Superintendência da corporação. Nas redes sociais e em notas enviadas à imprensa, deputados federais afirmaram que a detenção representa perseguição política e questionaram a legalidade e a motivação da medida.

Entre os primeiros a comentar o episódio, o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) afirmou, no X, que a prisão seria uma resposta ao anúncio de vigília feito pelo senador Flávio Bolsonaro em frente ao condomínio da família. O parlamentar questionou qual ameaça à ordem pública poderia haver em um ato de oração e fez duras acusações a Moraes, afirmando que a decisão teria como objetivo prejudicar a saúde do ex-presidente, a quem chamou de idoso debilitado.

Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilJair Bolsonaro
Jair Bolsonaro

“Agora eu pergunto: qual a ameaça à ordem pública de um ato de oração pela vida de um idoso com a saúde debilitada? Moraes quer matar Bolsonaro. É muita crueldade, covardia e injustiça”, declarou.

O líder da Oposição na Câmara, Luciano Zucco (PL-RS), divulgou nota em que classificou a prisão como motivo de indignação e perplexidade. Ele sustentou que Bolsonaro nunca teria cometido crime e que sempre esteve à disposição das autoridades, além de enfrentar um quadro de saúde grave. Zucco descreveu as sequelas decorrentes da facada sofrida em 2018 e mencionou cirurgias recentes, crises de soluço, vômitos e limitações físicas, argumentando que a manutenção do ex-presidente sob custódia seria incompatível com esse cenário.

O deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) também se pronunciou, afirmando que a prisão representa continuidade do que chamou de escalada autoritária no âmbito do Supremo. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele criticou o fato de Bolsonaro cumprir prisão domiciliar sob vigilância policial constante e declarou que a nova decisão seria mais um abuso contra o ex-mandatário. Van Hattem afirmou que o ex-presidente não poderia estar preso por não ter sido denunciado pelo Ministério Público no processo que motivou sua detenção.

Outro parlamentar a contestar a decisão foi Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), que afirmou que Bolsonaro “nunca roubou ninguém” e que teria adotado medidas econômicas que beneficiaram a população durante o governo. Ele classificou a prisão como a “maior perseguição política da história do Brasil” e defendeu que não houve tentativa de golpe por parte do ex-presidente. O deputado também disse que, caso a prisão tenha sido motivada pela convocação de uma vigília, a decisão de Moraes demonstraria desequilíbrio.

A deputada Caroline de Toni (PL-SC) classificou a prisão como um dos maiores absurdos cometidos pela Justiça brasileira. Segundo ela, Bolsonaro, descrito como o maior líder da direita no país, teria sido submetido a um processo nulo e agora enfrentaria uma detenção injusta. A parlamentar afirmou que a direita continuará mobilizada e que lutará contra o que considera uma violação grave do estado de direito.

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