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CPI do Crime Organizado vai investigar expansão e infiltração das facções no Brasil

Segundo o senador Alessandro Vieira, a CPI terá a missão de propor soluções para o problema.

A CPI do Crime Organizado será instalada na próxima terça-feira (4) no Senado Federal, com a missão de traçar um diagnóstico da crise de segurança pública e propor soluções concretas para enfrentar o avanço das facções e milícias no Brasil. O autor do pedido, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), afirma que o país vive um “ponto de inflexão” diante do domínio do crime organizado e defende “um pacto nacional” entre União, estados, municípios e sociedade civil.

Segundo Vieira, a comissão terá um caráter técnico e apartidário, voltado a resultados práticos. O grupo deve concentrar seus trabalhos em cinco eixos: estrutura das facções e milícias; financiamento e lavagem de dinheiro; infiltração do crime em órgãos públicos; falhas de coordenação entre forças de segurança; e propostas legislativas para modernizar o combate ao crime.

Foto: Jefferson Rudy/Agência SenadoPlenário do Senado Federal
Plenário do Senado Federal

Entre os parlamentares que integram a CPI estão nomes de diferentes espectros políticos. Os membros titulares são: Alessandro Vieira (MDB-SE), Sergio Moro (União-PR), Marcos do Val (Podemos-ES), Otto Alencar (PSD-BA), Jorge Kajuru (PSB-GO), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Magno Malta (PL-ES), Rogério Carvalho (PT-SE) e Jaques Wagner (PT-BA). Duas vagas de titular ainda não foram preenchidas. Os suplentes confirmados são: Marcio Bittar (PL-AC), Eduardo Girão (Novo-CE) e Fabiano Contarato (PT-ES). Outras quatro vagas seguem abertas.

A comissão terá 120 dias para concluir os trabalhos e apresentar um relatório final com indiciamentos e propostas de reforma legislativa e institucional. O senador Sergio Moro destacou que o Brasil “está em guerra contra o crime organizado” e que a CPI precisa expor a dimensão financeira e política das facções. Já Eduardo Girão (Novo-CE) reforçou a necessidade de integração entre os entes federativos para conter o avanço da violência.

Embora o PT não tenha apoiado a criação da CPI, o partido indicou senadores para compor o grupo. Jaques Wagner (PT-BA) defende que o foco seja o desmonte financeiro das facções, citando operações recentes contra o PCC em São Paulo e na Bahia como exemplos de ações eficazes.

Com colaboração do repórter Leandro Soares

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