O jurista e professor Alexandre Morais da Rosa, referência nacional e internacional em Processo Penal, foi promovido por antiguidade ao cargo de desembargador do Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), se consolidando o primeiro magistrado autista do Brasil.
Professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e doutor em Direito, Alexandre é autor de várias obras que transformaram o modo de compreender o processo penal contemporâneo. Entre elas, destaca-se o “Guia do Processo Penal Estratégico”, no qual aplica a Teoria dos Jogos para explicar como decisões judiciais são construídas a partir de estratégias, racionalidades e contextos.
Alexandre é conhecido pelo comprometimento com o garantismo e a defesa da dignidade humana, com atuação no Judiciário catarinense marcada pelo rigor técnico, pelo respeito ao contraditório e pela atenção às vulnerabilidades humanas que permeiam o sistema de justiça.
Inclusão e representatividade no Judiciário
O reconhecimento de Alexandre Morais da Rosa como primeiro desembargador autista do país representa um marco histórico na luta pela inclusão de pessoas neurodivergentes em espaços de poder. Sua trajetória inspira juristas e famílias em todo o Brasil, mostrando que a diferença é uma potência, e não um limite.
Ao longo dos anos, Alexandre tem utilizado sua experiência pessoal para ampliar o debate sobre acessibilidade, empatia e sensibilidade institucional dentro da magistratura, defendendo que a justiça precisa compreender a complexidade humana para ser verdadeiramente justa.
Referência acadêmica e formador de gerações
Com influência que ultrapassa fronteiras, Alexandre é um dos intelectuais mais citados no processo penal contemporâneo, ao lado de Aury Lopes Jr. e Luigi Ferrajoli. Seu pensamento estimula uma advocacia estratégica, um Ministério Público reflexivo e uma magistratura consciente de seu papel político e epistemológico.
Diversos cursos, pós-graduações e formações jurídicas em todo o país, como os de Provas Digitais, Cadeia de Custódia e Epistemologia Judiciária, têm sua obra como base. Ele formou gerações de juristas, inspirando profissionais a pensar criticamente e agir com ética e coragem. “O processo penal não é apenas sobre punir, mas sobre compreender o humano e garantir que a justiça não perca sua alma”, costuma afirmar o novo desembargador.
Brunno Suênio
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