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Último tornado registrado no Paraná ocorreu há sete anos

Fenômeno de 2025 teve intensidade superior ao de 2018. Ventos ultrapassaram 150 km/h.

O novo tornado que atingiu o Paraná na noite de quinta-feira (7) reacendeu a lembrança de um episódio semelhante ocorrido em 2015 e em 2018, também confirmado pelo Simepar. Embora ambos tenham ocorrido sob condições meteorológicas parecidas, o fenômeno deste ano apresentou ventos mais fortes e uma área de impacto significativamente maior.

Em julho de 2015, as cidades de Francisco Beltrão e Mariópolis, cidades do Sudoeste do estado, também enfrentaram grande destruição após a passagem de um tornado. Foram 71 pessoas feridas e dezenas de propriedades danificadas.

Em 2018, o tornado atingiu a zona rural de Toledo, no Oeste do estado, com ventos estimados em 110 km/h. O fenômeno, que durou poucos minutos, destruiu um galpão e danificou caminhões, mas não causou feridos nem atingiu áreas urbanas. À época, o Instituto Meteorológico Simepar destacou que tornados, embora raros no Paraná, são mais comuns nas regiões Oeste, Noroeste e Sudoeste, onde calor e umidade favorecem tempestades severas.

Foto: Reprodução / Redes SociaisTragédia em Rio Bonito do Iguaçu
Tragédia em Rio Bonito do Iguaçu

Já o tornado registrado em 2025 teve proporções mais expressivas, com ventos que ultrapassaram 150 km/h e danos consideráveis em estruturas residenciais e comerciais. O fenômeno também ocorreu durante a noite, o que dificultou o registro visual e a evacuação de moradores das áreas afetadas.

A diferença entre os dois episódios está ligada às condições atmosféricas mais extremas observadas neste ano, com maior instabilidade e umidade na região. Esses fatores aumentam o potencial destrutivo das tempestades e favorecem a formação de tornados mais potentes.

A repetição do fenômeno em um intervalo de apenas sete anos reforça a necessidade de monitoramento constante e alertas preventivos em áreas propensas. Especialistas ressaltam que, embora o Paraná não esteja na rota tradicional de tornados no país, episódios como os de 2015, 2018 e 2025 indicam que os eventos extremos têm se tornado mais frequentes.

O Simepar segue analisando dados de radar e vídeos registrados por moradores para confirmar a categoria exata do tornado mais recente. O órgão deve divulgar, nos próximos dias, um relatório técnico detalhando a velocidade dos ventos e o trajeto percorrido pelo fenômeno.

Com colaboração do repórter Leandro Soares

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