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Lula tem 49,1% de desaprovação entre deputados e 46% entre senadores

A coleta de dados foi feita por meio de entrevistas presenciais ou telefônicas com parlamentares.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) começa 2025 com uma avaliação negativa entre os parlamentares. Uma pesquisa realizada pelo Ranking dos Políticos, que ouviu deputados e senadores, mostra que 49,1% dos deputados e 46,2% dos senadores desaprovam a gestão do Governo Lula.

A pesquisa, conduzida entre os dias 11 e 12 de fevereiro de 2025, foi realizada com 110 deputados federais de 18 diferentes partidos e 26 senadores de 11 siglas, respeitando a proporcionalidade partidária. A coleta de dados foi feita por meio de entrevistas presenciais ou telefônicas com parlamentares, conduzidas por entrevistadores treinados.

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência BrasilPresidente Lula na cerimônia de 7 de Setembro
Presidente Lula

Os dados revelam uma avaliação mista da atuação do Governo Lula no Congresso. Entre os deputados, apenas 28% consideram a gestão do presidente como "ótima" ou "boa", enquanto 22,7% avaliam a administração como "regular". Já 49,1% está insatisfeita com o governo.

Entre os senadores, a avaliação positiva chega a 30,8%, com 23% considerando a gestão "regular". Esses números não apresentam grandes mudanças em relação à pesquisa anterior, realizada em julho de 2024, o que indica uma continuidade na percepção negativa do governo entre os parlamentares.

Relação de Lula com o Congresso

Deputados: 64,5% consideram a relação do governo com o Congresso como "ruim" ou "péssima". Apenas 10% avaliam como "regular" e 25,5% como "ótima" ou "boa".

Senadores: 53,8% avaliam a relação como "ruim" ou "péssima", enquanto 27% a consideram "regular" e apenas 19,2% a veem como "ótima" ou "boa".

Esses números podem refletir um distanciamento entre o governo e as casas legislativas, o que pode dificultar a aprovação das pautas prioritárias de Lula.

Possibilidade de mudança com reforma ministerial

Juan Carlos Arruda, diretor-geral do Ranking dos Políticos, analisou a situação e sugeriu que a reforma ministerial pode ser uma solução para melhorar a relação do governo com o Congresso: “A reforma ministerial pode ser uma ferramenta importante para o governo melhorar a relação no Congresso Nacional e facilitar a aprovação de sua agenda legislativa prioritária”.

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