Nesta sexta-feira (07), durante solenidade com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), no sul de Minas Gerais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o governo poderá tomar "medidas mais drásticas" a fim de baratear os preços dos alimentos, caso as medidas propostas, como a alíquota zero de importação, não surtirem efeito.
O Governo Federal decidiu, nessa quinta-feira (06), zerar a alíquota de importação de vários produtos para baratear o preço final dos alimentos, como carne, café, açúcar e milho. "O preço do café está muito caro para o consumidor, o preço do ovo está caro, o preço do milho está caro e nós estamos tentando encontrar uma solução, nós queremos encontrar uma solução pacífica, sem nada. Mas, se a gente não encontrar, vamos ter que tomar atitudes mais drásticas, porque o que interessa é levar a comida barata para o prato do povo brasileiro", disse o presidente da República.
Uma das reclamações constantes de Lula é sobre a alta do preço dos ovos, o qual ele diz que pretende encontrar uma explicação para o preço. Ele chegou a ironizar a situação, afirmando que galinha não tá comendo carne. “Eu ainda não encontrei uma galinha pedindo aumento pro ovo. A coitadinha sofre, ainda canta quando põe o ovo, mas o ovo tá saindo do controle. Sabe? Uns dizem que é o calor, outros dizem que é a exportação, e eu tô atrás, eu tô atrás. Porque eu gosto de ovo, eu pelo menos como dois ovos por dia.", enfatizou o Lula.
Lula lembrou que já houve uma época que a inflação era 80% ao mês e não 7% ou 5% ao ano, o que, segundo ele, representa que o seu governo tem trabalhado para manter a inflação controlada.
Críticas às medidas adotadas por Lula
As recentes medidas para baratear o preço dos alimentos foi criticada pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), bem como por parlamentares da oposição, sob a alegação de que as decisões não são pontuais e não terão efeito imediato.
As propostas precisam ser aprovadas pela Câmara de Comércio Exterior (Camex), o que deve acontecer nos próximos dias. O governo corre contra o tempo para reverter o aumento dos alimentos, considerado um dos principais motivos da queda vertiginosa da popularidade de Lula, que está no menor nível de seus três governos.
Francielle Barroso
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