Após a Justiça do Trabalho condenar a Havan por assédio eleitoral a uma ex-funcionária, Luciano Hang, dono da rede varejista, divulgou uma nota de repúdio. O empresário disse não aceitar a decisão calado: “não aceito o errado como se verdadeiro fosse”.
A companhia terá de pagar indenização de quase R$ 6 mil à mulher, que trabalhava na unidade de Jacareí, interior de São Paulo. O julgamento do caso aconteceu em fevereiro e de acordo com a sentença, assinada pelo juiz Fabrício Martins Veloso, houve pressão no ambiente de trabalho para que os empregados não manifestassem apoio a partidos contrários ao do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A ex-funcionária trabalhou na loja entre outubro de 2019 e abril de 2022. No processo, ela relatou que a gerente deixava claro que opiniões políticas contrárias a Bolsonaro não eram aceitas. A mulher também informou que sua superior chegou a afirmar que o estabelecimento poderia fechar caso o petista Luiz Inácio Lula da Silva vencesse as eleições.
De acordo com ela, a empresa demitiu uma colega por criticar Bolsonaro. A decisão citou a ausência do número 13 nos armários e nos caixas da loja como indício de “constrangimento abusivo”. A Havan recorreu da decisão, afirmando que a prática é realizada desde 1986, por uma escolha pessoal de Hang, sem relação com política.
Francielle Barroso
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