Dados recentes divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revelam que, entre 2023 e 2024, a degradação na Amazônia aumentou em pelo menos 44%. Em comparação com 2022, o crescimento é ainda mais expressivo: 163%.
Segundo o levantamento, a floresta perdeu cerca de 25 mil quilômetros quadrados de cobertura vegetal, sendo aproximadamente 66% dessa área afetada por incêndios florestais — uma extensão que supera o tamanho do estado de Sergipe.
O principal fator associado a esse avanço da degradação é o fogo, intensificado nos últimos dois anos por um cenário de seca severa na região amazônica.
É importante destacar que a degradação não implica necessariamente na destruição completa da vegetação, mas enfraquece a floresta remanescente, afetando diretamente a biodiversidade e comprometendo serviços essenciais. A regulação do ciclo da água e a absorção de carbono, por exemplo, tornam-se menos eficientes. Esse impacto ameaça seriamente a resiliência do ecossistema amazônico.
Caroline Vitorino
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