O ministro da Justiça da França, Gérald Darmanin, anunciou nesse fim de semana, durante visita à Guiana Francesa, um plano nacional para a construção de uma prisão de alta segurança na região amazônica. O novo presídio será destinado a criminosos ligados ao tráfico de drogas e ao extremismo.
Segundo o jornal francês Le Parisien, que teve acesso a detalhes do projeto, esta será a terceira unidade de segurança máxima do país, após as já existentes em Vendin-le-Vieil (no departamento de Pas-de-Calais, norte da França) e Condé-sur-Sarthe (em Orne, na Normandia).
O novo centro penitenciário será incorporado ao projeto da prisão de Saint-Laurent-du-Maroni, desenvolvido desde 2017 em parceria com a Guiana Francesa. A entrega da unidade está prevista para até 2028.
Durante a visita ao território ultramarino, Darmanin afirmou que a prisão abrigará criminosos de diferentes níveis do crime organizado. O projeto visa, entre outros objetivos, reduzir a superlotação da unidade de Rémire-Montjoly, próxima à capital Caiena, que, segundo o Ministério da Justiça, operava com densidade carcerária de 134,7% até junho do ano passado.
Detalhes do presídio
De acordo com o Le Parisien, o complexo será construído em um terreno de várias dezenas de hectares no meio da floresta amazônica, próximo à fronteira com o Suriname. A unidade terá capacidade para até 500 detentos e está orçada em 400 milhões de euros.
Das vagas previstas, 60 serão reservadas especificamente para criminosos considerados de alta periculosidade: 15 delas destinadas a condenados por terrorismo jihadista e outras 45 a grandes traficantes de drogas. O restante das vagas será voltado ao combate ao crime organizado local.
Ainda segundo fontes do jornal, não há planos, por ora, para transferir presos atualmente detidos na França continental para a nova unidade na Guiana Francesa.
A estrutura terá segurança reforçada, com vigilância eletrônica 24 horas por dia, bloqueadores de sinal de celular e drones, além de um regime severo de isolamento. As visitas e atividades dos internos também serão altamente controladas.
Rauena Pinheiro
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