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Lula defende regulação das redes sociais após polêmica envolvendo Janja na China

“Não é possível que tudo tenha controle, menos as empresas de aplicativos”, afirmou o chefe do executivo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, neste sábado (24), a necessidade de regulação das redes sociais no Brasil. A declaração foi feita durante o lançamento do Programa Solo Vivo, em Campo Verde, no Mato Grosso, diante de uma plateia composta por agricultores familiares e indígenas.

“Não é possível que tudo tenha controle, menos as empresas de aplicativos”, afirmou o presidente, reforçando a importância de debater o tema com o Congresso Nacional. A defesa da regulação já havia sido feita por Lula em outras ocasiões, incluindo um evento no mês de março.

A fala ocorre poucos dias após a repercussão negativa de uma conversa entre a primeira-dama Janja Silva e o presidente da China, Xi Jinping, durante a visita oficial da comitiva brasileira ao país asiático. Segundo relatos, Janja teria comentado que o algoritmo de uma plataforma chinesa favorecia conteúdos de direita, ao que Xi Jinping teria respondido que o Brasil tem o direito de regular o aplicativo.

Após o vazamento da conversa, Janja afirmou ser alvo de “machismo e misoginia” e criticou a cobertura da imprensa. “Vejo a amplificação da misoginia por parte da imprensa, e me entristece que tenha o engajamento de mulheres”, declarou. Lula, por sua vez, demonstrou insatisfação com o fato de a conversa ter sido divulgada por integrantes da própria equipe, o que teria gerado desconforto no governo.

Durante o discurso no Mato Grosso, Lula também relacionou o debate sobre o uso das redes sociais à recente discussão sobre o uso de celulares em escolas. O presidente mencionou casos de violência virtual entre jovens, como o de uma menina que tirou a própria vida após sofrer bullying nas redes. “Nós sabemos o malefício que faz a violência e o bullying. Esses dias, uma menina se matou porque foi acusada e quase que torturada pelos amiguinhos pela internet. Não era pessoalmente, não”, lamentou.

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