Fechar
GP1

Brasil

Câmara do Comércio dos EUA critica tarifaço de 50% aos produtos brasileiros

Segundo a ordem executiva de Donald Trump, a alíquota de 50% será aplicada a partir de 6 de agosto.

A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) manifestou preocupação com a decisão do Governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre produtos importados do Brasil. A medida foi oficializada nesta quarta-feira (30), por meio de uma ordem executiva assinada pelo presidente norte-americano Donald Trump, e entra em vigor no próximo dia 6 de agosto.

Em nota, a Amcham classificou a decisão como um retrocesso nas relações econômicas entre os dois países e alertou para os impactos negativos sobre empresas, empregos e consumidores de ambos os lados da parceria. A entidade destacou que a nova política tarifária fragiliza a cooperação histórica entre Brasil e Estados Unidos, construída ao longo de mais de dois séculos de relações diplomáticas ininterruptas.

Foto: Divulgação/AmchambrasilBandeira dos Estados Unidos (EUA) e do Brasil
Bandeira dos Estados Unidos (EUA) e do Brasil

“Ao longo de mais de 200 anos de relações diplomáticas ininterruptas, Brasil e Estados Unidos construíram uma parceria sólida, pautada por valores e interesses econômicos comuns e por intenso intercâmbio empresarial. A Amcham defende que divergências comerciais sejam resolvidas pela intensificação do diálogo construtivo em alto nível, com o objetivo de preservar e ampliar a parceria e a cooperação econômicas”, declarou a organização.

Segundo a ordem executiva, a alíquota de 50% será aplicada a mercadorias brasileiras destinadas ao consumo ou retiradas de depósito a partir de 6 de agosto. No entanto, quase 700 itens foram excluídos da nova política, entre eles aeronaves civis, como as fabricadas pela Embraer, suco de laranja, aço, minério de ferro e combustíveis.

Justificativa dos EUA

O Governo dos Estados Unidos justificou o tarifaço com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (Ieepa), de 1977. A Casa Branca afirma que o Brasil representa atualmente uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional, à política externa e à economia norte-americana.

O texto da ordem executiva também acusa o Governo Brasileiro de perseguir e censurar opositores políticos, em especial o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados, o que, segundo Washington, configura violações de direitos humanos e enfraquecimento do Estado de Direito.

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.