A Polícia Civil finalizou a perícia sobre o cavalo que teve as patas mutiladas em Bananal, no interior de São Paulo. Hematomas encontrados no animal fizeram com que os peritos constatassem que o cavalo ainda estava vivo no momento em que teve as patas cortadas.
Esses ferimentos, segundo os peritos, só poderiam ser provocados enquanto animal ainda tinha sinais vitais. Nas redes sociais, a veterinária Luana Gesualdi afirmou que, “quando o animal está sem vida, é um cadáver, você não consegue desferir golpes e causar hematomas, só quando o animal está vivo”.
No decorrer das investigações, foi confirmado que, momentos antes de ser mutilado, o cavalo tinha tombado de exaustão, depois de ser obrigado a percorrer um trajeto de 15 km. O estado de fadiga, de acordo com a veterinária, explica o fato de ter sido encontrado pouca quantidade de sangue no local.
“Quando o animal está naquela situação, afrouxado, em exaustão, em uma fadiga muito grande e grave, a pressão dele cai. Ou seja, o animal fica desfalecido e fica com pulsos muito baixos. A pressão cai. Por isso não se tem muito sangue”, explicou Luana Gesualdi.
Depoimento do agressor
Em depoimento, o agressor, Andrey Guilherme Nogueira de Queiroz, alegou que estava embriagado no momento do ocorrido.
O delegado informou que, supostamente por conta do estado de embriaguez, o agressor pode ter achado que o animal estava morto quando começou a mutilá-lo.
Carolina Matta
Ver todos os comentários | 0 |