Nesta quarta-feira (6), foi proferida a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na qual ele negou, pela quarta vez, o pedido de liberdade provisória do general Walter Braga Netto (PL-MG), mantendo, assim, a prisão preventiva do militar.
Como justificativa para a manutenção da custódia, Moraes afirmou que há necessidade de garantir a aplicação da lei penal e preservar a ordem pública, destacando ainda o risco que a liberdade do general representa diante dos indícios de sua participação nos crimes que lhe são imputados.
Braga Netto é acusado de envolvimento na suposta tentativa de golpe de Estado e na abolição do Estado Democrático de Direito. O general já foi ministro da Defesa e da Casa Civil no Governo Jair Bolsonaro (PL-RJ), além de candidato a vice-presidente na chapa de 2022, e está preso desde dezembro de 2024.
A defesa de Braga Netto solicitou que a prisão preventiva fosse substituída por medidas cautelares, sob o argumento do princípio da isonomia, já que o ex-presidente Bolsonaro foi colocado em prisão domiciliar, submetido a restrições como o uso de tornozeleira eletrônica e o bloqueio de acesso às redes sociais. Contudo, Moraes argumentou que a situação de Braga Netto é diferente da do ex-presidente, o que torna legítima a manutenção da prisão.
Francielle Barroso
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