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Empresário é preso acusado de agredir companheira dentro de elevador no Distrito Federal

Nas imagens registradas mostram o momento em que Cleber desfere socos no rosto da vítima.

Um empresário de 55 anos foi preso na última quinta-feira (7) no Distrito Federal, acusado de violência doméstica contra a companheira de 34 anos. A prisão ocorreu após câmeras de segurança registrarem as agressões dentro do elevador de um condomínio localizado na região do Guará II.

As imagens mostram o momento em que Cleber Lúcio Borges surpreende a mulher ao abrir a porta do elevador, desferindo um soco no rosto dela. Dentro da cabine, as agressões se intensificam, com tapas, socos e cotoveladas que duraram mais de um minuto. A vítima cai ao chão, tenta reagir, mas é novamente atacada. Ao final, Cleber sai do elevador enquanto a mulher permanece caída, tentando acionar outro andar.

Cleber é empresário do setor moveleiro, com empresas no Distrito Federal e em Goiás. Durante o cumprimento do mandado de prisão, a polícia também encontrou em sua posse duas armas de fogo e grande quantidade de munição sem registro, configurando posse ilegal. O empresário não possui porte nem autorização legal para portar as armas.

Prisão preventiva

Apesar de ter pago fiança de R$ 25,9 mil, Cleber permaneceu preso. Isso porque a Justiça decretou prisão preventiva relacionada ao caso de agressão, impedindo sua libertação. Segundo o delegado Marcos Loures, responsável pela investigação, “se não fosse o caso de violência doméstica, ele teria sido solto. Mas como há decisão preventiva, a prisão foi mantida”.

A vítima não procurou a delegacia espontaneamente, tampouco solicitou medidas protetivas. A denúncia foi feita pela mãe da mulher, após médicos de um hospital particular identificarem lesões compatíveis com agressões físicas. A vítima ficou internada por cinco dias, com fraturas no rosto e hematomas pelo corpo. A investigação apontou ainda que ela já havia sofrido episódios anteriores de violência, que não foram denunciados.

Lei Maria da Penha

O delegado ressaltou que, conforme entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2012, casos que envolvem a Lei Maria da Penha não dependem da vontade da vítima para serem apurados. “A gravidade do caso exige ação do Estado. A polícia, o Ministério Público e a Justiça seguirão atuando independentemente da posição da vítima, com o objetivo de protegê-la e garantir sua integridade física”, afirmou.

A defesa do empresário informou, em nota, que irá se manifestar apenas nos autos do processo, aguardando a apuração completa dos fatos.

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