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Empresário baiano é preso com cerca de 500 kg de cocaína em operação no Oceano Atlântico

Sócio de concessionária foi detido em veleiro interceptado próximo às Ilhas Canárias, na Espanha.

O empresário baiano Marcelo Nabuco Zollinger, sócio da concessionária New Bahia Harley-Davidson, foi preso durante uma operação internacional de combate ao narcotráfico realizada no Oceano Atlântico. A identidade dele foi divulgada pelas autoridades nessa sexta-feira (26), embora a prisão tenha ocorrido no último dia 18 de junho.

Segundo as autoridades espanholas, Marcelo estava a bordo de um veleiro interceptado em águas internacionais, a aproximadamente 740 quilômetros ao sul das Ilhas Canárias, na Espanha. A embarcação era monitorada há vários dias antes da abordagem.

Foto: Reprodução/Redes sociaisSócio de concessionária foi detido em veleiro interceptado próximo às Ilhas Canárias
Sócio de concessionária foi detido em veleiro interceptado próximo às Ilhas Canárias

Durante a operação, agentes encontraram cerca de 500 quilos de cocaína escondidos no interior do veleiro. Além do empresário brasileiro, também foram presos outro brasileiro e um cidadão marroquino que viajavam na embarcação.

A ação foi conduzida pelo Serviço de Vigilância Aduaneira da Agência Tributária da Espanha, com apoio da Guarda Civil e da Polícia Nacional. Após a apreensão da droga, os três suspeitos foram levados ao porto de Las Palmas, nas Ilhas Canárias, onde permanecem à disposição da Justiça espanhola.

Defesa nega acusações

Em nota, a defesa de Marcelo informou que o nome completo do investigado é Marcelo Nabuco Zollinger e afirmou que a omissão do sobrenome "Nabuco" em algumas publicações provocou confusão e atingiu a imagem do pai do empresário, Marcelo Zollinger, médico conhecido na Bahia.

Os advogados ressaltaram que o pai do investigado nunca participou das atividades empresariais desenvolvidas pelo filho e não possui qualquer relação com o caso.

A defesa também negou de forma categórica as acusações de tráfico internacional de drogas e afirmou que os fatos serão esclarecidos durante a instrução criminal, que ainda não foi iniciada.

O Ministério das Relações Exteriores foi procurado para comentar o caso, mas ainda não se manifestou.

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