O número de brasileiros desocupados, sem trabalho formal ou informal, chegou a 6,11 milhões no trimestre encerrado em julho, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (16). Em relação ao trimestre anterior, houve queda de 1 ponto percentual (p.p.), e de 1,3 p.p. na comparação anual com o mesmo período de 2024.
O total de pessoas ocupadas subiu para 102,4 milhões. Dentre elas, 63,3 milhões trabalham sem carteira assinada, enquanto 39,1 milhões têm vínculo formal. Entre os setores que mais contribuíram para a alta da ocupação formal estão administração pública, saúde, educação, além de atividades ligadas à informação, comunicação e agropecuária.
Na análise anual, também se destacaram crescimento nos setores de indústria, comércio, transporte e correio, com a administração pública e serviços sociais liderando, ampliando em 677 mil o número de trabalhadores em relação a 2024.
Segundo William Kratochwill, analista do IBGE, “esses números sustentam o bom momento do mercado de trabalho, com crescimento da ocupação e redução da subutilização da mão de obra, ou seja, um mercado mais ativo”.
O número de pessoas fora da força de trabalho se manteve em 65,6 milhões, enquanto a população desalentada — aqueles que desistiram de procurar emprego — caiu 11% no trimestre, totalizando 2,7 milhões, e recuou 15% na comparação anual. Com isso, a taxa de desalento caiu para 2,4%.
Rodrigo Mendes
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