O deputado Marcelo Crivella, autor do projeto de lei sobre anistia, defendeu que a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja reduzida a 2 anos em prisão domiciliar. A declaração, dada nesta quinta-feira (18) ao colunista Paulo Cappelli, contrasta com a sentença proferida pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que condenou o ex-mandatário a 27 anos de prisão.
“Condenar um homem de 70 anos a 27 anos de prisão não é uma pena de morte?”, indagou o parlamentar em entrevista ao colunista. Para o deputado, a anistia deve ser “ampla, geral e irrestrita”, mas reconhece que as chances dela ser aprovada são poucas.
Ele defende que o cumprimento da pena de 2 anos em prisão domiciliar representa uma medida “reeducativa” e também evitaria a perda das patentes de Bolsonaro e aliados militares que também foram condenados por tentativa de golpe de Estado.
“Defendo a redução de pena de Bolsonaro e outros militares para dois anos, porque não perde a patente. Quem sabe a gente consegue dois anos com prisão domiciliar. E rapidamente passando para regime de semiaberto, trabalhando e dormindo em casa. Acho que isso seria o ideal. Serve de exemplo para todos políticos e a coletividade. Mas fica nisso. Não é algo que traria angústia e aflição”, declarou o autor da proposta.
A urgência para votação do PL da Anistia foi aprovada nessa quarta-feira (17), mas o texto, sob relatoria do deputado Paulinho da Força (Solidariedade), ainda vai ser discutido.
Carolina Matta
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