Fechar
GP1

Brasil

Produtor referência do samba e do pagode, Bira Haway morre aos 74 anos

O produtor musical também era pai do cantor Anderson Leonardo, vocalista do Grupo Molejo.

O produtor musical Ubirajara de Souza, conhecido como Bira Haway, morreu no último domingo (25) aos 74 anos, no Hospital Carlos Chagas, em Marechal Hermes, na zona oeste do Rio de Janeiro. Reconhecido como um dos principais produtores de samba e pagode do estado, ele era pai do cantor Anderson Leonardo, vocalista do Grupo Molejo.

Bira começou sua trajetória artística como percussionista, atuando na cena noturna de São Paulo. Foi nessa fase que ganhou o apelido “Haway”, uma referência ao nome de um estúdio onde costumava gravar e que acabou se tornando seu nome artístico ao longo da carreira.

Foto: Reprodução/ InstagramBira Haway
Bira Haway

Além de músico, também trabalhou como cantor e intérprete em escolas de samba. Um dos destaques de sua passagem pelo carnaval foi quando atuou como intérprete da Estácio de Sá, no primeiro ano de Ciça como mestre de bateria da agremiação.

A partir da década de 1980, Bira Haway passou a se dedicar principalmente à produção musical, área em que se consolidou como uma figura central do samba e do pagode no Rio de Janeiro. Ao longo dos anos, colaborou com grupos como Molejo, Exaltasamba, Soweto, Samprazer e Grupo Revelação, contribuindo para a formação e projeção de artistas que se tornaram referências do gênero.

Nos últimos dias, o produtor enfrentava problemas de saúde. Ele havia sido submetido recentemente à amputação de uma das pernas, abaixo da coxa, no Hospital Miguel Couto, na zona sul da capital, e chegou a receber alta. Na quarta-feira (21), voltou a se sentir mal e foi levado à UPA da Cidade de Deus, onde foi diagnosticado com insuficiência cardíaca. Transferido para o Hospital Carlos Chagas, não resistiu.

Mais conteúdo sobre:

Ver todos os comentários   | 0 |

Facebook
 
© 2007-2026 GP1 - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita do GP1.