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Fernando Haddad é aconselhado por vice-presidente do PT a não disputar as eleições de 2026

A declaração de Washington Quaquá ocorreu em entrevista ao Metrópoles nesta sexta-feira (30).

O prefeito de Maricá (RJ) e vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, afirmou que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não deveria disputar as eleições de 2026. Na avaliação dele, o momento é de preservar o nome do ministro com foco no futuro. “Agora é a hora de cuidar dele para 2030. Vamos vencer com Lula agora e já precisamos pensar no que vem depois”, disse Quaquá em entrevista ao portal Metrópoles nesta sexta-feira (30). Segundo o dirigente petista, os dois se encontraram no dia anterior.

A posição de Quaquá coincide com a vontade declarada de Haddad, que não pretende se lançar candidato em 2026, mas contraria setores do PT que defendem sua candidatura ao Governo de São Paulo. Levantamentos eleitorais, no entanto, indicam ampla vantagem do atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na corrida pela reeleição.

Foto: Antonio Cruz/Agência BrasilFernando Haddad
Fernando Haddad

Para Quaquá, Haddad deve ser preparado como herdeiro político do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2030. Lula terá 85 anos naquele pleito e, caso seja reconduzido ao cargo, não poderá buscar um terceiro mandato consecutivo. Haddad já disputou a Presidência em 2018, quando acabou derrotado por Jair Bolsonaro (PL).

“Se o PT tivesse bom senso, colocaria o Haddad como coordenador-geral do programa de governo e da campanha do Lula, estruturando um projeto de desenvolvimento de longo prazo, com metas para 30 anos”, afirmou o vice-presidente da legenda.

Quaquá tem se envolvido em controvérsias ao divergir publicamente do partido em temas sensíveis. Durante a repercussão da Operação Contenção, que mirou o avanço do Comando Vermelho em comunidades do Rio de Janeiro, o PT criticou o número de mortos. O prefeito de Maricá, porém, declarou que a ação “só matou otário” e que “ninguém enfrenta fuzil com beijinhos”.

Fernando Haddad já sinalizou que deve deixar o Ministério da Fazenda, com saída prevista para fevereiro, para se dedicar à coordenação da campanha de Lula.

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