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Brasil mantém pior posição histórica em ranking global de corrupção

A média global do índice é de 42 pontos. Brasil permanece abaixo desses valores desde 2015.

O Brasil obteve 35 pontos no Índice de Percepção da Corrupção (IPC) e ficou na 107ª colocação entre 185 países avaliados no levantamento divulgado nesta terça-feira (10) pela Transparência Internacional. O resultado representa o segundo pior desempenho da série histórica do país, atrás apenas de 2024, quando a pontuação foi de 34 pontos. Apesar da leve alta de um ponto, a variação está dentro da margem de erro do estudo e a posição no ranking permaneceu inalterada.

A 107ª colocação é compartilhada com o Sri Lanka. No topo da lista aparece a Dinamarca, com 89 pontos, enquanto Somália e Sudão do Sul ocupam as últimas posições, ambos com nove pontos.

Foto: Roberto Stuckert Filho/PRPalácio do Planalto
Palácio do Planalto

A média global do índice é de 42 pontos, mesma pontuação da média das Américas. O Brasil permanece abaixo desses valores desde 2015. Durante os quatro anos do governo de Jair Bolsonaro (PL), o país registrou média de 38 pontos. O melhor desempenho brasileiro no IPC ocorreu em 2012 e 2014, quando alcançou 43 pontos.

Na divulgação dos resultados, a Transparência Internacional destacou dois escândalos de corrupção que marcaram 2025 no Brasil: as fraudes em descontos associativos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e as suspeitas de emissão de cédulas de crédito fraudulentas por parte do Banco Master.

Como é calculado o Índice de Percepção da Corrupção

O IPC é elaborado a partir de 13 fontes independentes e mede a percepção de corrupção no setor público. A avaliação não é feita pela população em geral, mas por especialistas e executivos, que analisam práticas como suborno, desvio de recursos públicos e uso do cargo para obtenção de benefícios pessoais.

Segundo a nota metodológica da Transparência Internacional, para que uma fonte seja incluída no índice é necessário que ela apresente critérios claros de qualidade e metodologia na coleta e mensuração dos dados. Entre as instituições utilizadas estão o Banco Africano de Desenvolvimento, o jornal The Economist, o Banco Mundial, o Fórum Econômico Mundial, universidades e consultorias de risco.

O relatório também relaciona as piores pontuações a contextos de maior risco para jornalistas que denunciam casos de corrupção. De acordo com a organização, mais de 90% dos assassinatos de profissionais da imprensa que investigam corrupção ocorreram em países com menos de 50 pontos no IPC — grupo que inclui Brasil, Índia, México, Paquistão e Iraque.

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