O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu nesta quinta-feira (12) à decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de deixar a relatoria das investigações envolvendo o Banco Master. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar questionou a condução do caso e citou supostos contratos e relações que, segundo ele, estariam ligados a integrantes do Judiciário e do governo federal. Ele também criticou a ausência de instalação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para apurar o caso.
Durante a manifestação, Nikolas mencionou um contrato de R$ 129 milhões entre a esposa do ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master, além de um acordo de R$ 6 milhões envolvendo o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, que já integrou o STF. O deputado também citou contratos que, segundo ele, somariam R$ 303 milhões com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de tratativas mencionadas entre o líder do PT no Senado e um ex-ministro para acordo de R$ 16 milhões com a instituição financeira. Ele ainda afirmou que um resort associado a Toffoli teria recebido R$ 680 mil de programa do governo federal e mencionou viagens do ministro em aeronave privada com advogado ligado ao banco.
“Se você é brasileiro, esse vídeo só tem uma pergunta para você. Qual escândalo precisa acontecer para que você diga, chega? Porque é inacreditável o limite que o brasileiro aguenta impunidade. Porque nos últimos meses foi descoberto contrato de 129 milhões entre a esposa do ministro Alexandre de Moraes e o Banco Master, que está aí afundado em escândalos. Esse mesmo banco fez um contrato de 6 milhões com o ministro do Lula, Lewandowski. Esse banco tinha um contrato de 303 milhões com o governo Lula. O líder do PT no Senado articula com o ex-ministro do Lula um contrato com o mesmo banco de 16 milhões de reais. E hoje foi descoberto que o resort que está envolvido em escândalos, ao que tudo indica, é do Toffoli. E esse mesmo resort recebeu 680 mil reais de programa do governo Lula e que também está envolvido no caso Master, esse ministro Toffoli, viajando de jatinho junto com o advogado do mesmo banco. Esse mesmo ministro colocou o caso do Banco Master em sigilo e, não satisfeito, está querendo ser o julgador do caso que ele está envolvido”, disse o deputado
O parlamentar declarou que já foram protocolados pedidos de impeachment contra Moraes e Toffoli e criticou o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, por não instalar a CPMI. No vídeo, Nikolas Ferreira comparou a situação a uma cena do filme “300”, ao afirmar que o objetivo do impeachment seria demonstrar que autoridades não são intocáveis. Ele concluiu defendendo mobilização política e criticando o que chamou de impunidade no país.
“Está todo mundo vendo isso acontecer e, ainda assim, o Alcolumbre, que é presidente do Congresso, se nega a instalar a CPMI para investigar o Banco Master. Já protocolamos o pedido de impeachment do Moraes, do Toffoli, com todos esses novos fatos e, ainda assim, nada é feito. E, antes de mais nada, alguém pode dizer Nicolás, se a gente tirar um ministro, o Lula vai indicar o outro e não vai valer de nada. Eu não vejo dessa forma. No filme 300, o Leônidas acerta o Xerxes, que era considerado um deus, e ele diz o seguinte, até mesmo um deus pode sangrar. O objetivo do impeachment é mostrar que até os deuses de toga não são intocáveis e que se derrubarmos um, o outro também pode e vai ser assim com todos que cometeram os crimes e traíram o povo. Por isso, e mais do que nunca, chegou a hora da gente acordar mais brasileiros. Mostrar que não vamos ser cúmplices dessa impunidade. Não tem condições a gente ver tudo isso acontecer e achar que meia dúzia de traidores da nação é maior que todo o Brasil. Então, pela dosimetria, pra gente pacificar o nosso país, pelo fim da impunidade e pra dar um basta na corrupção, fora Lula, fora Moraes, fora Toffoli. Ninguém aguenta mais”, declarou.
Davi Fernandes
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