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CPMI do INSS antecipa depoimento de Daniel Vorcaro para segunda-feira

A alteração provocou reação do senador Renan Calheiros, que criticou a decisão.

O presidente da CPMI do INSS, Carlos Viana (Podemos-MG), entrou em rota de colisão com o senador Renan Calheiros (MDB-AL) em torno do primeiro depoimento ao Congresso do empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Inicialmente, o empresário prestaria esclarecimentos primeiro à Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado. No entanto, a CPMI decidiu antecipar a oitiva, que agora está marcada para o dia 23, às 16h, antes do depoimento previsto na CAE, agendado para o dia 24 de fevereiro. Com a mudança, a comissão parlamentar mista passa a ouvir Vorcaro antes do colegiado presidido por Calheiros.

Foto: Reprodução/ Redes SociaisDaniel Vorcaro
Daniel Vorcaro

A alteração provocou reação do senador alagoano, que criticou a decisão e sugeriu motivação política. “Deve ser manobra do Centrão, que quer continuar fora, esvaziando um depoimento que se pretende amplo, não restrito ao consignado”, afirmou à coluna da Andreza Matais, do Metrópoles.

A CAE mantém um grupo de trabalho dedicado ao caso envolvendo o Banco Master. Na última semana, integrantes da comissão se reuniram com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. Para que o depoimento ocorra no colegiado, porém, ainda é necessária autorização do ministro André Mendonça, já que Vorcaro está sob monitoramento judicial e a comissão não possui os mesmos poderes de uma CPMI.

Renan Calheiros afirmou que o objetivo da CAE não é disputa política, mas fiscalização. “Não queremos protagonismo. Estamos cumprindo nosso papel de fiscalizar o sistema financeiro”, declarou.

Nos bastidores do Congresso, o depoimento na CAE é considerado o mais aguardado por parlamentares, pois deve abordar de forma mais ampla os negócios do Banco Master que culminaram na liquidação da instituição. Já na CPMI do INSS, a defesa de Vorcaro indicou que ele deverá restringir suas declarações aos contratos de crédito consignado firmados com o órgão previdenciário, tema central da investigação conduzida pela comissão.

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