A taxa de desemprego no Brasil fechou 2025 em 5,6%, o menor nível da série histórica em 19 estados e no Distrito Federal, segundo dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (20). O índice representa queda de 1 ponto percentual em relação a 2024. No quarto trimestre, a taxa foi de 5,1%, consolidando a trajetória de recuo ao longo do ano, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua.
O resultado foi associado ao avanço do mercado de trabalho e ao aumento do rendimento real. Segundo analistas, a mínima histórica está relacionada ao dinamismo das contratações e ao crescimento da renda média. Mesmo assim, especialistas apontam que a redução da desocupação convive com dificuldades estruturais, que continuam presentes em diferentes regiões do país.
Apesar do cenário nacional, estados do Nordeste concentram as maiores taxas de desemprego. O Piauí registrou 9,3%, seguido pela Bahia e por Pernambuco, ambos com 8,7%. Entre os menores índices, destacam-se Mato Grosso, com 2,2%, Santa Catarina, com 2,3%, e Mato Grosso do Sul, com 3,0%, evidenciando diferenças regionais no mercado de trabalho.
Ao todo, 20 unidades da federação alcançaram o menor nível de desocupação já registrado pela pesquisa, incluindo São Paulo, com 5,0%, Minas Gerais, com 4,6%, e Paraná, com 3,6%. A subutilização da força de trabalho atingiu 14,5% no ano. O indicador foi mais elevado no Piauí, com 31,0%, seguido por Alagoas e Bahia, ambos com 26,8%.
A informalidade alcançou 38,1% da população ocupada. Os maiores índices foram observados no Maranhão, com 58,7%, e no Pará, com 58,5%. O rendimento médio real habitual chegou a R$ 3.560, com destaque para o Distrito Federal, com R$ 6.320, além de São Paulo e Rio de Janeiro. Também houve redução de 19,6% no número de pessoas que buscavam emprego há mais de dois anos e queda entre aqueles que procuram trabalho há menos de um mês.
Davi Fernandes
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