Gleisi Hoffmann, ministra das Relações Institucionais, criticou nesta terça-feira (24) reportagens e análises que apontam possíveis impactos econômicos negativos com o fim da escala de trabalho 6x1. Nos últimos dias, estudos divulgados por entidades empresariais e consultorias indicaram que a mudança poderia elevar custos para empresas, pressionar a inflação e aumentar o desemprego.
Entre os levantamentos citados estão estimativas de que a alteração na jornada poderia gerar custos de cerca de R$ 267 bilhões por ano, principalmente para pequenas e médias empresas, além de aumento no valor da hora trabalhada e possível crescimento da informalidade.
Em publicações nas redes sociais, Hoffmann afirmou que parte do setor econômico mantém uma visão ultrapassada sobre relações trabalhistas. Segundo ela, o governo pretende apresentar uma legislação que considere as especificidades de diferentes setores da economia, sobretudo dos pequenos empreendedores, mas sem abrir mão da melhoria nas condições de trabalho.
“É impressionante como os setores ouvidos pelo jornal se reivindicam como avançados na economia e tecnologia, mas querem viver no século passado nas relações trabalhistas”, disse a ministra.
A proposta de mudança na jornada é defendida pelo governo do presidente Lula (PT) e tramita no Congresso. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos), sinalizou que pretende levar o tema ao plenário nos próximos meses, embora partidos de oposição articulem para adiar a votação diante da repercussão política e econômica da medida.
Lilian Aragão
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