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Donos de orfanato são presos em Belo Horizonte por abuso sexual contra menores

De acordo com a PF, o casal foi responsável por um orfanato e teria adotado cerca de 48 crianças.

Um casal incluído na lista de Difusão Vermelha da Interpol foi preso na quarta-feira (4), em Matozinhos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, durante uma operação integrada da Polícia Federal e da Polícia Militar de Minas Gerais. Os dois eram considerados foragidos da Justiça e tinham mandados de prisão em aberto por crimes sexuais cometidos contra crianças e adolescentes.

Segundo as investigações, o homem, de 61 anos, natural de Belo Horizonte, possui condenação definitiva de 36 anos de prisão, em regime fechado, pelo crime de estupro. Já a mulher, de 69 anos, natural de Sabinópolis, foi sentenciada a 20 anos de reclusão, também em regime fechado, por estupro, estupro qualificado, sequestro, cárcere privado e outros delitos. Ambos eram investigados internacionalmente por pedofilia.

Foto: Divulgação PFPolícia Federal
Polícia Federal

De acordo com a Polícia Federal, o casal foi responsável por um orfanato e, ao longo de décadas, teria adotado cerca de 48 crianças, entre meninos e meninas. As apurações conduzidas pelo Judiciário mineiro apontam que as vítimas teriam sido submetidas a abusos reiterados, além de episódios de sequestro, cárcere privado e violência sexual.

As investigações também levantaram a suspeita de que os crimes tenham sido registrados em material audiovisual, com possível produção e comercialização dos conteúdos, inclusive no exterior. Essa linha de apuração motivou a inclusão dos condenados em mecanismos internacionais de busca, com apoio do Centro de Cooperação Policial Internacional, sediado no Rio de Janeiro.

Após o compartilhamento de informações de inteligência entre as forças de segurança, o paradeiro do casal foi identificado e os mandados de prisão expedidos pela Justiça de Minas Gerais foram cumpridos. Os presos foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição do Poder Judiciário. A mulher nega as acusações e afirma que as denúncias são falsas, alegando não haver provas dos crimes.

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