O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, tentou esvaziar o impacto político das investigações que cercam o Banco Master e seu controlador, Daniel Vorcaro, ao afirmar que o empresário é praticamente desconhecido do público e não tem ligação com o governo estadual. Segundo ele, eventuais associações entre o caso e o PT não encontram eco fora do ambiente político e não afetam a percepção da população.
Jerônimo afirmou não ter qualquer relação pessoal ou institucional com Vorcaro e classificou as suspeitas como parte do jogo político. As declarações surgem em meio a apurações que indicam que operações de crédito consignado vinculadas ao governo baiano teriam ajudado a sustentar financeiramente o banco antes de sua liquidação.
Lideranças do PT na Bahia também reagiram às suspeitas. O senador Jaques Wagner negou que recursos do estado tenham sido aplicados no Banco Master, diferenciando a situação baiana de outros entes federativos que mantinham investimentos diretos na instituição. Segundo ele, não houve envolvimento financeiro do governo estadual nas operações investigadas.
O caso do Banco Master ganhou dimensão nacional após ser apontado como a maior fraude bancária já registrada no país, envolvendo a emissão de títulos sem lastro real. A liquidação da instituição e de bancos associados deve gerar um impacto bilionário ao Fundo Garantidor de Créditos, ampliando a pressão política sobre governos e partidos em um cenário que já se projeta para a disputa eleitoral na Bahia.
Caroline Vitorino
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