Suzane von Richthofen passou a ser alvo de uma nova investigação policial após uma parente registrar um boletim de ocorrência em que a acusa de se apropriar indevidamente de bens pertencentes a um tio, falecido em janeiro deste ano. Condenada pelo assassinato dos pais, ela cumpre pena em regime aberto desde 2023.
O registro foi feito na terça-feira (3) por Carmen Silvia Gonzalez, companheira do médico aposentado Miguel Abdalla Netto. Segundo o relato, Suzane teria retirado objetos da residência do tio e mantido os bens sob sua posse sem autorização judicial. O corpo de Miguel foi encontrado em casa no início do mês, e a Polícia Civil classificou a morte como suspeita.
Entre os itens mencionados no boletim estão um automóvel, uma máquina de lavar, um sofá e uma bolsa contendo documentos e dinheiro. De acordo com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, o caso foi enquadrado como “exercício arbitrário das próprias razões”, crime previsto no artigo 345 do Código Penal, que se caracteriza pela tentativa de resolver uma suposta disputa por conta própria, mesmo quando há alegação de direito.
O documento também aponta que Suzane reconheceu, em um processo de abertura de inventário, estar com alguns bens do tio, incluindo um veículo da marca Subaru. A ação tramita na Vara de Família e Sucessões do Foro Regional de Santo Amaro, conforme informações divulgadas pelo portal UOL.
A ocorrência foi registrada por meio da Delegacia Eletrônica e encaminhada ao 27º Distrito Policial, no bairro do Ibirapuera, responsável pela apuração. As investigações seguem em andamento e, até o momento, não há decisão sobre possível regressão de regime.
O regime aberto impõe, entre outras condições, a obrigação de não cometer novos crimes. Caso a acusação seja confirmada, Suzane pode ter a pena convertida para o semiaberto ou fechado. Ela foi condenada a 39 anos e seis meses de prisão pelo assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, ocorrido em outubro de 2002.
Rodrigo Mendes
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