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Ministro Flávio Dino diz que vê “falta de moderação” em críticas ao STF

Declaração ocorre em meio a repercussão de investigações envolvendo Banco Master.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino afirmou nesta terça-feira (10) que percebe falta de “moderação, prudência e cuidado” em parte das críticas dirigidas à Corte. A declaração foi feita durante sessão da Primeira Turma do tribunal, colegiado que ele preside. Na avaliação do magistrado, há uma perda de equilíbrio na análise pública sobre o papel das instituições, especialmente em relação ao Supremo.

Durante a sessão, Dino afirmou que o STF “acerta mais do que erra” e disse que a discussão sobre a atuação da Corte tem ocorrido de forma desequilibrada. Segundo o ministro, o debate institucional deveria considerar o funcionamento de todos os órgãos do sistema democrático, e não apenas concentrar críticas no tribunal.

Foto: Gustavo Moreno/STFFlávio Dino
Flávio Dino

A manifestação ocorre em meio à repercussão de novas informações relacionadas ao caso envolvendo o Banco Master. Reportagens recentes apontam que o banqueiro Daniel Vorcaro teria enviado uma mensagem ao ministro Alexandre de Moraes pouco antes de ser preso. Moraes afirma que não recebeu qualquer contato do empresário.

A crise institucional envolvendo o caso ganhou novos desdobramentos após a revelação de relações societárias ligadas ao resort Tayayá, empreendimento fundado pela família do ministro Dias Toffoli. O magistrado frequentava o local quando vieram a público informações sobre a participação societária de empresas ligadas ao cunhado de Vorcaro, o empresário Fabiano Zettel.

A Polícia Federal chegou a solicitar o afastamento de Toffoli da condução do caso após encontrar mensagens trocadas entre o ministro e o banqueiro no celular de Vorcaro. Toffoli reagiu às suspeitas e afirmou que o pedido da PF se baseava em “ilações”. Posteriormente, o próprio ministro solicitou deixar a relatoria do processo, que passou a ser conduzido por André Mendonça. Em meio às discussões internas, o presidente do STF, Edson Fachin, apresentou proposta de criação de um código de ética para magistrados da Corte, iniciativa que será relatada pela ministra Cármen Lúcia.

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