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Defesas de Marcola e outros presos da penitenciária de Brasília querem benefício de Daniel Vorcaro

Advogados pedem ao STF reuniões sem gravação com clientes na penitenciária federal.

Advogados de detentos considerados de alta periculosidade que cumprem pena na Penitenciária Federal de Brasília passaram a solicitar à Justiça o mesmo benefício concedido ao banqueiro Daniel Vorcaro pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão autorizou que o empresário tenha encontros com seus advogados sem monitoramento ou gravação de áudio e vídeo dentro da unidade. Entre os presos cujas defesas tentam obter o mesmo tratamento está Marcos Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola e apontado como líder do Primeiro Comando da Capital (PCC).

A autorização foi concedida após Vorcaro ser transferido para a unidade federal na semana passada. A medida abriu espaço para que advogados de outros presos apresentem pedidos semelhantes dentro do Sistema Penitenciário Federal. A possibilidade já vinha sendo acompanhada com preocupação pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), responsável pela administração das penitenciárias federais.

Foto: Reprodução/FacebookLíder do PCC Marcola
Líder do PCC Marcola

O advogado Bruno Ferullo, que representa Marcola, informou que pretende formalizar o pedido ao juiz corregedor responsável pela unidade para garantir ao cliente o mesmo direito concedido ao banqueiro. Segundo ele, a solicitação tem como base a garantia do exercício da advocacia e do direito de defesa. Caso o pedido seja negado, a defesa afirmou que pretende recorrer diretamente ao STF para tentar obter a autorização.

A Senappen, órgão vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, criticou a decisão de flexibilizar o monitoramento durante os atendimentos jurídicos. De acordo com o órgão, as regras atuais do sistema federal foram criadas para manter controle rigoroso sobre comunicações e visitas, justamente para impedir que líderes de organizações criminosas mantenham contato com o exterior ou continuem coordenando atividades ilícitas a partir da prisão.

Outros advogados também ingressaram com pedidos semelhantes. A advogada Ana Paula Minichillo de Araújo Santos solicitou ao STF que o benefício seja estendido a Carlenilto Pereira Maltas, acusado de envolvimento nas mortes de Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e de Fabiano Alves de Souza, o Paca, assassinados em 2018 durante disputa interna da facção. Pedido semelhante foi apresentado pelo advogado Eliseu Minichillo em favor de Antônio José Muller Júnior, conhecido como Granada. A penitenciária federal em Brasília também abriga outros nomes ligados ao crime organizado, como Cláudio Barbará da Silva, o Barbará, Reinaldo Teixeira dos Santos, o Funchal, e Gilberto Aparecido dos Santos, o Fuminho.

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