A Polícia Federal decidiu dividir em 25 inquéritos uma investigação que apura suspeitas de irregularidades no uso de recursos do Ministério da Educação (MEC). O caso foi divulgado após a deflagração da Operação Coffee Break, que investiga empresários e agentes públicos por crimes como tráfico de influência, fraude em licitação, superfaturamento e corrupção. Entre os investigados estão pessoas ligadas à família do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Entre os citados na investigação estão o empresário Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha. Kalil também é irmão de Fernando Bittar, um dos proprietários do sítio em Atibaia, imóvel que levou Lula a ser condenado em um dos processos da Operação Lava Jato.
A outra investigada é Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva. Ambos já foram alvo de buscas em fases anteriores da operação, mas suas defesas negam qualquer irregularidade. Segundo os investigadores, a divisão do caso em diversos inquéritos permitirá aprofundar diferentes linhas de apuração.
A quarta fase da operação foi deflagrada nessa quinta-feira (12) com foco em suspeitas de fraudes em licitações na prefeitura de Sumaré, no interior paulista. Na ação, foi decretada a prisão preventiva de um ex-secretário municipal de Educação, além da realização de mandados de busca e apreensão.
O Ministério Público Federal já apresentou a primeira denúncia relacionada ao caso, envolvendo suspeitas de lavagem de dinheiro e organização criminosa ligadas a contratos firmados com a prefeitura.
De acordo com as investigações, Kalil Bittar teria recebido pagamentos da empresa Life Tecnologia Educacional, apontada pela polícia como parte de um suposto esquema de desvios e superfaturamento em prefeituras do interior paulista. Já Carla Ariane é suspeita de atuar como intermediadora política e de praticar tráfico de influência para viabilizar a liberação de verbas federais. Apesar das suspeitas, nenhum dos dois foi denunciado até o momento, e suas defesas afirmam que as atividades realizadas foram legais.
Francielle Barroso
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