Servidores do Instituto Médico Legal (IML) do Distrito Federal iniciaram, nesta segunda-feira (16), uma paralisação de 12 horas que impacta parte dos serviços técnico-periciais da unidade. Durante o movimento, os profissionais atuam em regime de “operação legalidade”, mantendo apenas atendimentos considerados essenciais.
Entre os serviços suspensos estão exames necroscópicos, exames laboratoriais e procedimentos periciais realizados em cadáveres. Exames de imagem e análises laboratoriais também foram interrompidos durante o período da paralisação.
De acordo com comunicado divulgado pelos representantes da categoria, as equipes de anatomia do IML não estão realizando exames necroscópicos, nem a liberação de cadáveres ou remoções em hospitais. Durante a mobilização, os servidores atuam apenas na remoção de corpos encontrados em residências ou em vias públicas.
Outros setores do instituto também tiveram o atendimento restringido. Na policlínica do IML, praticamente todos os serviços foram suspensos, sendo mantida apenas a aferição de sinais vitais. Já os exames de sexologia foram interrompidos na unidade de Ceilândia por falta de servidores e passaram a ser realizados apenas na sede do instituto. Também foram suspensos exames cadavéricos realizados pela antropologia forense e a preparação de ossadas.
A paralisação ocorre após servidores aprovarem, em assembleia realizada no dia 12 de março, um indicativo de greve organizado pelo Sindireta-DF, sindicato que representa os servidores públicos civis da administração direta do Distrito Federal. Segundo a entidade, os profissionais da carreira de Agentes de Atividades Complementares de Segurança Pública reivindicam reconhecimento e valorização profissional e defendem a abertura de diálogo com o Governo do Distrito Federal para apresentação de propostas à categoria.
Francielle Barroso
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