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Governo Lula planeja envio de ajuda humanitária a Cuba

Remessa inclui medicamentos e alimentos em meio à crise energética e econômica na ilha.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva organiza o envio de ajuda humanitária a Cuba diante da crise econômica e energética enfrentada pelo país. A operação está em fase de planejamento e ocorre após pedido do governo cubano. A iniciativa prevê o transporte de medicamentos e grandes volumes de alimentos, com embarque ainda sem data definida.

De acordo com interlocutores do governo federal, devem ser enviados cerca de 80 toneladas de medicamentos, incluindo antifúngicos e insumos para o combate a arboviroses. Também está prevista a remessa de mais de 20 mil toneladas de alimentos, entre eles 20 mil toneladas de arroz com casca, 150 toneladas de feijão preto, 200 toneladas de arroz polido e 500 toneladas de leite em pó. A logística está sendo definida em conjunto com autoridades cubanas.

Foto: Fernando Frazão/Agência BrasilLuiz Inácio Lula da Silva
Luiz Inácio Lula da Silva

Essa não é a primeira ação do Brasil no contexto da crise na ilha. No fim de fevereiro, o governo já havia enviado 2,5 toneladas de medicamentos destinados ao tratamento de tuberculose. Auxiliares do Executivo afirmam que há preocupação com o agravamento da situação humanitária e citam iniciativas semelhantes adotadas por outros países, como o envio de ajuda pelo governo do México ao porto de Havana.

Além de Cuba, o Brasil também realizou outras ações recentes de cooperação internacional. No início deste mês, foram enviados medicamentos à Bolívia para o tratamento de doenças como leishmaniose, doença de Chagas e tuberculose. Ao longo do ano, por meio da Agência Brasileira de Cooperação, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, o país prestou assistência a Bahamas, Uruguai, Haiti e Jamaica.

A situação em Cuba tem sido agravada por sanções econômicas e restrições impostas pelos Estados Unidos, que incluem pressões sobre o fornecimento de petróleo. O presidente Donald Trump voltou a fazer declarações sobre o país nesta semana. Desde o início do ano, houve intensificação das medidas, com impactos no abastecimento de energia, aumento de apagões e escassez de alimentos e combustíveis na ilha.

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