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Saiba quem é a influenciadora conhecida como “Cavalona do Pó” que lavava dinheiro do tráfico em bets

Mirian teve a prisão temporária decretada, posteriormente convertida em domiciliar no dia 13 de março.

A Operação Resina Oculta, deflagrada nesta quinta-feira (19) pela Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), colocou no centro das investigações a empresária e influenciadora amazonense Mirian Mônica da Silva Viana, conhecida como “Cavalona do Pó”.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ela é suspeita de integrar um sofisticado esquema de tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, utilizando empresas e plataformas clandestinas de apostas para ocultar recursos ilícitos.

Foto: Reprodução/ Redes sociaisInfluencer Mirian Mônica, conhecida como “Cavalona do Pó”
Influencer Mirian Mônica, conhecida como “Cavalona do Pó”

Com mais de 50 mil seguidores nas redes sociais, Mirian exibia uma rotina marcada por luxo e ostentação. Nas publicações ela aparecia em viagens internacionais, hospedagens de alto padrão e passeios exclusivos, incluindo lanchas e resorts à beira-mar com diárias que podem ultrapassar milhares de reais. A influenciadora também chamava atenção pelo uso de roupas de grife e pela aparência física associada a procedimentos estéticos de alto custo.

Para os investigadores, o estilo de vida divulgado nas redes sociais contrastava com a renda formal declarada, levantando suspeitas de que o conteúdo funcionava como vitrine para legitimar valores provenientes do tráfico. A apuração aponta que empresas de fachada, “laranjas” e bets ilegais eram utilizadas para dar aparência lícita ao dinheiro obtido com a venda de drogas como haxixe, skunk e cocaína.

As investigações também revelaram que uma loja de calçados ligada à influenciadora recebeu, ao longo de 2025, valores oriundos de diversos traficantes do Distrito Federal. A existência de um perfil secundário nas redes sociais, destinado à divulgação do negócio, reforça a suspeita de tentativa de disfarçar a origem dos recursos.

O esquema incluía também remessas milionárias enviadas para a região Norte, especialmente para cidades estratégicas próximas a áreas de fronteira, utilizadas como polos de redistribuição financeira. Ao todo, a operação cumpriu 41 mandados de busca e apreensão e nove de prisão, além de determinar o bloqueio de contas de 50 empresas e 12 pessoas físicas, com limite de até R$ 15 milhões por alvo. Também houve o sequestro de veículos de luxo.

Mirian teve a prisão temporária decretada, posteriormente convertida em domiciliar no dia 13 de março de 2026. A Operação Resina Oculta teve início após a apreensão de drogas em outubro de 2025 e segue em andamento, com a polícia não descartando novas fases para desarticular completamente a organização criminosa.

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