O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, e outras três pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por obstrução de justiça. De acordo com a denúncia, os investigados teriam atuado para atrapalhar as investigações que apuram transações do instituto com o Banco Master, autarquia investigada por fraude financeira.
O documento aponta que há indícios de que o grupo tenha dado fim em provas e atrapalhado o trabalho da Polícia Federal. O MPF relata que imagens e documentos desapareceram, câmeras de segurança foram desligadas e um carro de luxo teria sido levado do Rio de Janeiro para Santa Catarina. As informações foram confirmadas pelo Metrópoles.
O órgão acusa Deivis de coordenar ações para sumir com as provas e atrapalhar a condução das investigações da PF e diz ainda que ele tinha conhecimento da investigação desde dezembro de 2025, que a partir de então, teria dado início às investidas para obstrução de justiça. Nessa época ele já tinha sido ouvido pela Polícia Civil para esclarecer o investimento de R$ 970 milhões que fez através do Rioprevidência em Letras Financeiras do Banco Master.
O Rioprevidência é uma entidade pública independente, mas ligada ao governo do Rio de Janeiro, que tem o objetivo de gerir ativos financeiros, visando custear pagamentos de proventos, pensões e outros benefícios previdenciários do estado. Então, os valores investidos no Master eram ativos destes beneficiários.
Ao Metrópoles, a defesa de Deivis Marcon Antunes negou as acusações e afirmou já ter apresentado sua versão, contestando a denúncia do MPF.
Leandro Soares
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